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Embratel prevê alta de dois dígitos na receita líquida em 2009

RIO - A crise financeira ainda não levou a Embratel a rever o planejamento para 2009. A empresa, controlada pela mexicana Telmex, espera manter o nível de crescimento da receita líquida na casa de dois dígitos no ano que vem e o diretor-executivo, Ney Acyr de Oliveira, acredita que os impactos sobre a companhia só virão em 2010 e, mesmo assim, se a crise perdurar por tempo suficiente.

Valor Online |

"Até o presente momento não tem mudança nenhuma no nosso planejamento para 2009 e todos os projetos estão sendo executados conforme o planejado", frisou Oliveira, que participou de palestra no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro.

De acordo com o diretor, a Embratel realizou investimentos suficientes para garantir um crescimento relevante em 2008 e 2009 e a piora da crise só teria conseqüências em 2010. Neste sentido, Oliveira revelou que os equipamentos importados para as expansões previstas foram negociados em um cenário de dólar bem abaixo do patamar atual.

"Um freio nos investimentos refletiria em 2010. Os nossos investimentos principais de infra-estrutura para 2009 nós já fizemos. A gente pode frear, se o cenário não evoluir, e impactar 2010, mas 2009 não", afirmou o executivo.

Oliveira espera manter no ano que vem o crescimento na casa dos dois dígitos, compatível, segundo ele, com o observado nos nove primeiros meses de 2008, quando a receita líquida subiu 12,5% na comparação com janeiro-setembro do ano anterior.

O diretor-executivo ressaltou que a crise financeira pode representar uma oportunidade de prospecção de novos clientes para a companhia, uma vez que as empresas serão forçadas a reduzir custos, o que abre espaço para maior automação.

"A gente pode contribuir para melhoria de margem nas empresas com novas ofertas de produtos", ressaltou.

De acordo com Oliveira, a Embratel encerrou o terceiro trimestre com 5 milhões de linhas locais e forte crescimento no mercado corporativo, onde concorre com o Embratel PME, ferramenta que oferece, para pequenas e médias empresas, quatro linhas telefônicas, internet e fatura única, sem assinatura. O acesso de banda larga pode ser feito por uma rede WiMax, pela Net ou pela rede ADE (Acesso Digital Embratel).

"Temos competência nas grandes empresas e este ano entramos nessa faixa, nesse nicho de mercado, que é muito mal atendido, de pequenas e médias empresas", destacou Oliveira.

O executivo acrescentou que não acredita que a crise internacional vá comprometer a operação de fusão entre a Oi e a Brasil Telecom.

"Não acredito em nenhuma reviravolta na fusão e a gente já trabalha com a hipótese de ter um competidor unido", ponderou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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