SÃO PAULO - Alegando efeitos de crise sem precedentes, a Embraer disse que tornou-se inevitável reduzir sua folha de pagamentos e refazer suas previsões de receita e investimentos para este ano. Segundo a fabricante de aviões, as demissões, que devem atingir 4,27 mil empregados, ou cerca de 20% da força de trabalho de 21.

362 funcionários, são uma adequação necessária às novas condições de demanda internacional, de onde vem 90% da receita da empresa. Apenas em São José dos Campos, a Embraer emprega atualmente 13.842 pessoas.

De acordo com a companhia, a maior parte das demissões ocorrerá nos setores operacional, administrativo e em cargos de liderança, com eliminação de um nível hierárquico. "A expressiva maioria da mão-de-obra de engenharia mantém-se engajada nos programas de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, que prosseguem inalterados", explica a empresa.

Além de demissões, a empresa também revisou as estimativas para este ano e prevê agora entrega de 242 aeronaves, ante as 270 estimadas anteriormente. Com isso, a receita deverá ficar em US$ 5,5 bilhões. A estimativa de investimento também foi revisada para US$ 350 milhões neste ano, ante previsão anterior de US$ 450 milhões. Ao longo do ano passado, a Embraer entregou 204 jatos e fechou dezembro com pedidos firmes em carteira de US$ 20,9 bilhões.

(Valor Online)

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