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Embraer reduz metas para 2009

A retração do crédito na economia mundial levou a Embraer a reduzir em cerca de 20% suas estimativas de entregas de aeronaves para 2009, para 270 jatos para os mercados de aviação comercial, executiva e de defesa e governo. A projeção para o faturamento no ano que vem foi reduzida de US$ 7,1 bilhões para US$ 6,3 bilhões.

Agência Estado |

A fabricante de aeronaves também reduziu em aproximadamente 30% sua previsão de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e capital, de US$ 600 milhões para US$ 452 milhões.

Os números foram divulgados na sexta-feira pela diretoria executiva da empresa, em um encontro com analistas na sede da companhia, em São José dos Campos. Diante da volatilidade do cenário, a empresa não quis fazer previsões para 2010.

Em relatórios divulgados a clientes ontem, analistas afirmam que saíram com a impressão de que os próximos dois anos serão bastante difíceis para o setor. "O cenário é muito mais nebuloso e mais turbulento do que nossas expectativas anteriores", afirmou o Credit Suisse em seu relatório. O banco suíço ficou impressionado com o esforço da empresa em melhorar sua eficiência e reduzir despesas e, portanto, manteve praticamente inalterada sua previsão de ganhos por ação (US$ 2,69, contra previsão anterior de US$ 2,68).

"O petróleo não é mais o vilão da indústria aeronáutica. Agora o vilão é a falta de crédito", afirmou o analista Eduardo Puzziello, do Raymond James.

A Embraer informou aos analistas ter iniciado negociações com o BNDES na tentativa de aumentar o financiamento à exportação.

Entretanto, o presidente da Embraer, Frederico Curado, afirmou durante o evento na sexta-feira, que a empresa não planeja dar início a um programa de financiamento a clientes para tentar manter as vendas. Qualquer uso do caixa da empresa para esse fim seria apenas temporário e somente para clientes de baixíssimo risco de crédito, disse Curado aos analistas.

A Embraer também informou aos analistas que vem realizando intensas negociações sobre prazo de entrega com clientes. Segundo Curado, a revisão da previsão de entregas de aeronave para 2009 considera apenas pedidos de clientes que indicaram de forma muito clara sua capacidade de receber os equipamentos. A empresa espera entregar 160 jatos de sua linha comercial, mais o jato executivo Legacy, ante previsão anterior de 195 a 200. Já na nova linha de jatos leves, os Phenom 100 e 300, a previsão caiu de 120 a 150 para 110.

Na semana passada, a Embraer já havia anunciado um prejuízo líquido de R$ 48 milhões no terceiro trimestre de 2008 - foi o primeiro resultado negativo registrado pela empresa em 11 anos. Na época, a fabricante brasileira de jatos atribuiu seu desempenho financeiro à "alta volatilidade da taxa de câmbio ocorrida ao final do mês de setembro".

De acordo com a Embraer, o prejuízo veio com operações financeiras de hedge contratadas para cobrir riscos com a valorização do real. A empresa cobriu esse risco usando instrumentos para liquidação futura, os chamados derivativos puros.

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