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Embraer quer fazer aviões maiores

A Embraer estuda produzir aviões de grande porte, com capacidade para mais de 120 passageiros, que é o limite do maior avião produzido hoje pela empresa, o EMB-195. A informação foi dada ontem pelo vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores da companhia, Antonio Luiz Pizarro Manso, durante teleconferência com analistas para divulgação dos resultados do terceiro trimestre.

Agência Estado |

Apesar do interesse, o executivo disse que os planos são de longo prazo. "Estamos estudando o desenvolvimento de um avião maior, um projeto que pode ser feito em parceria ou não", disse.

Questionado sobre a possibilidade de o projeto ser feito em sociedade com a Airbus, Manso respondeu que a empresa tem uma parceria de longa data com a controladora da companhia européia, a EADS, que foi acionista da fabricante brasileira e também sócia em uma das empresas da Embraer em Portugal. Sem dar detalhes, o executivo ressaltou apenas que a maior dificuldade do projeto seria a definição do motor a ser usado no avião.

A Embraer anunciou ontem um prejuízo de R$ 48,4 milhões no terceiro trimestre, enquanto no mesmo período do ano passado teve lucro de R$ 306 milhões. O faturamento líquido foi de R$ 2,638 bilhões, 3,3% menor em relação aos R$ 2,728 bilhões apurados no ano passado. A pior anos resultados, segundo a empresa, deveu-se ao impacto da variação cambial.

A aviação comercial segue como a principal área de negócios da empresa, mas perdeu participação na receita no trimestre. A área representou 63,7% da receita líquida total da fabricante de aviões, totalizando R$ 1,68 bilhão. No mesmo período do ano anterior, respondia por 68,7% da receita.

Para Pizarro Manso, o aprofundamento da crise não deve prejudicar os negócios da companhia. "Tivemos neste ano a postergação de cinco entregas para 2009, mas não há risco de cancelamento de nenhum contrato", garantiu. Entre julho e setembro, a empresa entregou 48 jatos, um a mais que no mesmo período do ano anterior.

A participação do segmento de defesa e governo dobrou de um ano para o outro. Saiu de 4,11% no terceiro trimestre de 2007 para 8,8% neste ano. Segundo a empresa, a entrega de dois aviões - um ERJ 145 e um Legacy 600, para transporte de autoridades - foi responsável por essa variação.

O peso da aviação executiva na receita ficou estável no período. Em receita, no entanto, o segmento registrou queda de 3,3%, para R$ 388,8 milhões. A causa, mais uma vez, foi a variação do câmbio, que foi parcialmente compensada pelo aumento do preço dos aviões. Entre julho e setembro, a empresa entregou nove jatos Legacy 600, a mesma quantidade registrada em 2007.

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