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A Embraer deu início a um processo de reestruturação e deve demitir, até o final deste ano, cerca de 500 profissionais. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

A assessoria de imprensa da Embraer não se manifestou sobre o assunto.

A maioria das demissões deve ocorrer na sede da empresa, em São José dos Campos, onde serão desativadas duas vice-presidências e dispensados pelo menos dez diretores e 30 gerentes, além de funcionários do setor administrativo, engenheiros e operários.

O baixo valor do dólar seria o principal motivo para que a empresa reavaliasse sua atuação no mercado e seu processo produtivo. A empresa teria detectado, além de problemas na produtividade, problemas futuros em caixa, caso não faça essa modificação agora.

Com a alta do petróleo, as empresas do setor aéreo estudam diminuir as encomendas de aeronaves. Para os próximos 18 meses, no entanto, a Embraer reiterou que manterá as projeções de entrega de aviões. A companhia prevê entregar entre 195 e 200 jatos em 2008, mais 10 a 15 jatos executivos modelo Phenom 100. Para 2009, a previsão é igual, além de 120 a 150 modelos da família Phenom.

Na semana passada, a Embraer anunciou que seu lucro líquido no segundo trimestre cresceu 121,2% em relação a igual período do ano passado e chegou a R$ 176,3 milhões. O bom resultado foi puxado pelo aumento das vendas, incluindo encomendas de novos clientes, como a ETA, de Dubai, e a brasileira Trip. A receita líquida passou de R$ 2,19 bilhões para R$ 2,69 bilhões.