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Empresa canadense receberá subsídios para lançar série de aviões, o que prejudica não apenas Embraer, mas também Boeing e Airbus

O governo brasileiro e a Embraer consideram abrir uma nova disputa contra o Canadá, diante dos anúncios de que a Bombardier receberá subsídios para lançar sua nova série de aviões, competindo com a empresa brasileira, Boeing e Airbus em um mercado mundial já afetado pela crise financeira. A Embraer entrou em fevereiro com uma queixa contra a União Europeia, em Bruxelas por estar ajudando de forma ilegal na construção do jato da Bombardier. Agora, a empresa confirma que está em discussão com o governo para decidir quais serão os próximos passos da disputa.

A empresa canadense espera colocar no mercado, em três anos, sua nova série de jatos, com maior capacidade - 130 lugares. A companhia garante já estar negociando com 60 empresas de todo o mundo e que a Lufthansa já teria comprado 30. Na diplomacia brasileira, a movimentação da Bombardier está sendo cuidadosamente analisada. Políticos canadenses têm sido claros em anunciar que a produção dos novos modelos terá a ajuda financeira do governo.

O projeto de um novo avião custaria cerca de US$ 3,4 bilhões, dos quais o governo canadense já prometeu, há dois anos cerca de US$ 328 milhões, além de mais de US$ 298 milhões do governo britânico, já que parte da produção ocorreria no Reino Unido. Foi isso que levou a Embraer a apresentar a queixa. A preocupação é de que um novo pacote esteja sendo usado.

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