A Embraer informou hoje que promoverá um corte de cerca de 20% do seu efetivo, que soma hoje 21.362 empregados.

As demissões ocorrerão, principalmente, na mão de obra operacional, administrativa e lideranças, incluindo a eliminação de um nível hierárquico de sua estrutura gerencial. A empresa afirmou que a maioria da mão de obra de engenharia se manterá engajada nos programas de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, que prosseguem inalterados.

A redução de pessoal, segundo a fabricante de aviões, é decorrência da crise sem precedentes que afeta a economia global, em particular o setor de transporte aéreo. "Tornou-se inevitável efetivar uma revisão da base de custos e do efetivo de pessoal, adequando-os à nova realidade de demanda por aeronaves comerciais e executivas", explica.

A empresa destaca que, apesar de sediada no Brasil, depende fundamentalmente do mercado externo e do desempenho da economia global - mais de 90% de suas receitas são provenientes de exportações, pouco se beneficiando, portanto, da resiliência que o mercado doméstico brasileiro vem demonstrando.

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