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Embraer abre espaço entre Airbus e Boeing em feira de aviação em Londres

Pedro Alonso Farnborough (Reino Unido), 14 jul (EFE).- Apesar da alta do petróleo e da desaceleração da economia mundial, as maiores fabricantes de aeronaves do mundo conseguiram fazer excelentes negócios na Farnborough Air Show (no Reino Unido), graças às companhias aéreas do Golfo Pérsico.

EFE |

Entre as duas gigantes Airbus e Boeing, que costumam monopolizar as atenções na feira, a brasileira Embraer, quarta maior fabricante mundial de aviões, conseguiu seu espaço e anunciou hoje a venda de 22 aeronaves do modelo 190 às companhias aéreas Aeroméxico, NIKI e NAS (Arábia Saudita) por um total de US$ 825 milhões.

O vice-presidente executivo da Embraer, Mauro Kern, ressaltou a solidez comercial da empresa, mas advertiu de que o setor passa por um "momento difícil".

A feira, que acontece a cada dois anos e que em 2008 chega a sua 46ª edição e a seu 60º aniversário, começou menos movimentada que em outras vezes, conseqüência do encarecimento do petróleo, que, na semana passada, superou a barreira dos US$ 147 o barril.

"Para nossos clientes, a volatilidade do preço do combustível continua sendo um enorme problema", ressaltou Scott Carson, diretor-executivo de aviões comerciais da americana Boeing.

Não fosse o bastante, as companhias aéreas também enfrentam dificuldades de crédito e o esfriamento das economias nacionais, o que as obriga a reduzir os gastos.

Assim, não surpreende que as companhias aéreas do Golfo Pérsico, que estão acumulando fortunas com o elevado preço do petróleo, sejam as que estão ajudando no "resgate" da Airbus e sua eterna rival Boeing.

As duas maiores fabricantes mundiais de aeronaves de grande porte conseguiram volumosos pedidos de várias linhas aéreas do Oriente Médio, entre as quais se destaca a Etihad Airways.

A Airbus e companhia aérea dos Emirados Árabes assinaram um acordo para a venda de 55 aviões, entre eles dez gigantescos A380 por US$ 11,6 bilhões.

A Etihad Airways também anunciou na feira, que acontece no aeroporto de Farnborough (cerca de 50 quilômetros ao sul de Londres), que comprou, da Boeing, 45 unidades dos modelos 787-9 Dreamliners e 777-300ER por US$ 9,4 bilhões.

Além disso, o grupo americano divulgou a venda de 50 aviões 737-800 Next Generation à companhia aérea de vôos baratos FlyDubai, criada este ano pelo Governo de Dubai, por US$ 3,740 bilhões.

A Airbus, por sua vez, informou de um pedido de oito aviões A330-300 pela companhia aérea Saudi Arabian Airlines por cerca de US$ 1,530 bilhão.

Continuou vivo na primeira jornada da feira o anúncio feito este domingo pela empresa canadense Bombardier, terceira fabricante de aviões do mundo, sobre um programa para construir uma nova aeronave, a CSeries.

Segundo os analistas, a Bombardier pretende desafiar a Airbus e a Boeing com esse avião, que não se tornará realidade até 2013.

A companhia aérea alemã Lufthansa expressou interesse na aquisição de 30 aviões CSeries, com capacidade para levar até 130 passageiros.

A Feira de Farnborough, uma das maiores da indústria da aviação, junto com o Salão de Aeronáutica e o Espaço Paris Le Bourget (nos arredores de Paris), recebe até 20 de julho cerca de 1.500 expositores de 35 países. EFE pa/rb/db

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