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Embarque de café verde cresceu 20% em novembro, divulga Cecafé

São Paulo, 04 - O volume de café verde exportado em novembro apresentou elevação de 20% em relação ao mesmo mês de 2007. Foram embarcadas 2,693 milhões de sacas de 60 quilos, ante 2,244 milhões de sacas em novembro de 2007, conforme levantamento divulgado hoje pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Agência Estado |

Considerando o volume solúvel embarcado, o total de café exportado pelo Brasil em novembro alcança 2,888 milhões de sacas, representando aumento de 14% ante mesmo mês de 2007 (2,534 milhões de sacas).

O Cecafé informou ainda que a receita cambial com o produto teve elevação de 20,4% no mês passado em relação ao mesmo mês de 2007. Os exportadores faturaram US$ 450,883 milhões, em comparação a US$ 374,432 milhões em novembro do ano passado. Conforme o diretor geral do Cecafé, Guilherme Braga, o volume de café exportado pelo Brasil está dentro da normalidade. Quanto à receita, o resultado já reflete o recente comportamento do mercado mundial, influenciado pela crise internacional. "Houve uma variação, que decorre das quedas observadas nos últimos dois meses e que, agora, começam a impactar as exportações", informou.

O preço médio da saca de café em novembro caiu cerca de 4,5% em comparação com outubro: de US$ 163 para US$ 156. O volume exportado em equivalente de café solúvel em novembro foi de 195.282 sacas, representando queda de 32,7%, em comparação com o mesmo mês de 2007 (289.954 sacas).

Destinos

Os principais compradores de café do Brasil nos 11 primeiros meses deste ano são Alemanha, com 4,440 milhões de sacas de 60 quilos; Estados Unidos, com 4,048 milhões de sacas; Itália, com 2.499 milhões de sacas; e Bélgica, com 2,056 milhões sacas de café. O volume de café adquirido pela Bélgica este ano é 81% maior do que em 2007 no mesmo período.

ACC

O diretor geral do Cecafé informou que o setor continua a enfrentar problemas na contratação de crédito por meio de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC). Segundo ele, as linhas existem, mas o custo é elevado e os bancos tendem a disponibilizar menos do que o volume demandado.

Estima-se que, em média, as taxas tenham subido de cerca de 3% para 7% a 8%, para empresas exportadoras tradicionais, com demanda por volumes significativos. Pequenas empresas pagam juros de até 18% ante 12% a 14% antes da crise. Os prazos, no entanto, continuam dentro do normal para o setor, que é de 180 dias. "Os exportadores têm de se adaptar a essa nova realidade", diz Braga.

Câmbio

O diretor geral comentou que o câmbio no atual nível favorece a exportação de café. O problema é que a alta volatilidade atrapalha o comércio. Segundo Braga, seria mais vantajoso uma taxa até mais baixa, desde que a volatilidade fosse menor. "Essa instabilidade não é boa e atrapalha os negócios", observou. Ele considera que o câmbio só deve se acalmar quando o fluxo de saída de capital também serenar.

Braga ponderou que a crise ainda não trouxe maiores reflexos para o mercado de café, além dos já citados problemas de crédito e câmbio. "No exterior não se vê uma redução do mercado", salienta. No entanto, o aumento do desemprego e a recessão certamente trarão outros impactos. "Mas o café deve ser um dos últimos a ser afetado pela crise, por causa do baixo valor e por estar integrado à dieta", avalia.

Previsão

Ele explicou que a exportação do Brasil em 2009 deve ser inferior a deste ano, em virtude da menor oferta esperada. Na próxima segunda-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgará a primeira estimativa para a safra de café de 2009. "A partir dai será possível analisar a perspectiva para o ano que vem", disse.

Este ano, o Brasil deve exportar cerca de 28,5 milhões de sacas de 60 quilos. Levando em conta o comportamento dos preços e o fluxo da oferta, o Cecafé trabalha com oferta de 50 milhões de sacas na safra deste ano. A Conab, porém, estima a safra em 45,85 milhões de sacas.

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