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Embarque chega a consumir 26% do tempo da viagem

A rapidez é uma das qualidades do metrô paulistano, que tem o terceiro menor intervalo entre os trens dentre os 11 integrantes da Comunidade de Metrôs (CoMET). O índice poderia ser melhor se a superlotação e a ação de passageiros não afetassem diretamente a duração do embarque.

Agência Estado |

Na Linha 3-Vermelha, a mais carregada do mundo, 26% do tempo de viagem é gasto com a composição parada nas estações.

Na semana passada, o Estado acompanhou uma viagem entre as Estações Palmeiras-Barra Funda, na zona oeste, e Corinthians-Itaquera, na zona leste, no pico da tarde (às 18h45). Foram cronometrados o tempo de percurso e os períodos entre o momento em que as portas são abertas em uma estação e a hora em que o trem volta a se locomover. Em apenas 3 das 18 paradas o embarque é feito dentro do intervalo considerado ideal pelos técnicos, de 20 segundos.

O trajeto de 22 quilômetros demorou 36,13 minutos - 9,4 minutos foram gastos nas estações. Alguns atrasos foram causados pelos próprios passageiros, ao não respeitarem os sinais sonoros que indicam o fim do embarque. Em cinco estações, a porta automática precisou ser reaberta. Esse tipo de ação foi o motivo do embarque mais demorado - 52,04 segundos na Estação Bresser, na zona leste.

No entanto, a superlotação é a principal responsável pelos atrasos e isso pôde ser percebido ao comparar os tempos dos embarques no início do trajeto - quando o trem está lotado - e nas estações finais. Nas nove primeiras paradas, a média do tempo gasto nas paradas foi de 37,11 segundos, ante 25,53 das nove finais.

Entre as três estações em que o intervalo de embarque de 20 segundos foi atingido, duas ficam no trecho final - 17,96 segundos na Vila Matilde e 18,08 na Patriarca. A outra estação com bom índice foi a Marechal Deodoro, mas o tempo de 19,9 segundos foi alcançado porque os trens estavam cheios e ninguém conseguiu entrar.

A Companhia do Metropolitano de São Paulo já solicitou à CoMET estudos sobre embarques e tentou adaptar técnicas de outros países. Entretanto, uma das primeiras medidas adotadas foi idealizada pelos próprios técnicos da companhia: os direcionadores de fluxo, "baias" que induzem a formação de filas nas plataformas. Embora não haja dados sobre a eficácia, o recurso até foi "exportado" para a Cidade do México.

O Metrô também vai adotar, a partir de 2009, as portas de embarque. A exemplo de Londres e Tóquio, haverá um paredão de vidro separando a área de embarque da via. Quando os trens chegarem, as portas abrirão de forma sincronizada para o embarque dos passageiros. A medida, porém, tem como único objetivo oferecer maior segurança e reduzir os casos de suicídio.

Como pouco pode ser feito para acelerar o embarque, o Metrô decidiu investir na modernização do sistema. A partir de 2010, a companhia pretende reduzir o intervalo entre trens de 101 para 78 segundos.

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