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Embaixador tcheco diz que cúpula sobre gás acontecerá provavelmente na UE

Moscou - A cúpula entre Rússia, Ucrânia e União Europeia (UE) sobre o fornecimento e transporte do gás russo para consumidores europeus acontecerá provavelmente em um país do bloco, afirmou nesta quinta-feira o embaixador da República Tcheca em Moscou, Miroslav Kostelka.

Redação com EFE |

 

O diplomata, cujo país exerce a Presidência rotativa da UE, afirmou que na véspera o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, e o presidente russo, Dmitri Medvedev, abordaram esta possibilidade durante uma conversa telefônica.

"Concordaram que o melhor é celebrar no território da UE uma cúpula entre Rússia, Ucrânia e Comissão Européia", disse Kostelka em entrevista à agência russa "Interfax".

O chefe da missão diplomática tcheca em Moscou acrescentou que, por enquanto, "não há uma decisão" sobre a data da cúpula.

Anteriormente, Medvedev propôs realizar no próximo sábado na capital russa uma cúpula de chefes de Estado e Governo dos países consumidores de gás russo.

O presidente russo afirmou que esta reunião permitirá "encontrar uma saída para a situação criada e evitar sua repetição no futuro", em alusão ao corte de fornecimento de gás russo para os consumidores europeus através do território da Ucrânia.

Já a presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, apoiou ontem a proposta de realizar esta cúpula, mas expressou a conveniência de que aconteça em outra capital, não em Moscou.

Impasse

Centenas de milhares de europeus vêm sendo afetados pelo corte de gás e ficaram sem aquecimento na Europa em um inverno rigoroso desde o dia 1º de janeiro. O impasse entre Rússia e Ucrânia sobre o preço do gás já dura alguns anos, mas se agravou no início de 2009.

A Rússia acusava a Ucrânia de roubar parte do gás enviado para a Europa e de dever dinheiro. A Ucrânia nega as acusações.

Cerca de 40% das importações de gás dos 27 países da União Europeia são fornecidos pela Rússia, sendo que 80% desse gás é transportado via Ucrânia. Os países do leste europeu estão entre os mais dependentes do gás russo e foram os mais prejudicados pela crise da última semana.

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