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Embaixador brasileiro ignorava operação

O embaixador do Brasil em Quito, Antonino Marques Porto e Santos, declarou ontem à Comissão de Relações Exteriores do Senado que não conhecia o contrato de financiamento do BNDES para a construção da Hidrelétrica San Francisco. Não tenho elementos para responder, disse.

Agência Estado |

À imprensa, ao final da audiência, Santos admitiu que não sabia ou não tinha certeza sobre as outras operações de financiamento do BNDES em curso no Equador. O diplomata chegou à comissão com meia hora de atraso. Antes da audiência, pediu ao senador Gerson Camata (PMDB-ES) que solicitasse aos seus companheiros o fechamento da sessão, com a presença apenas dos parlamentares, caso se sentisse pouco à vontade para expor dados sigilosos em público.

No entanto, não chegou a valer-se desse direito regimental. Tampouco apresentou uma análise mais detalhada sobre o impasse diplomático que envolve Brasil e Equador. "Ele não falou nada, não abriu nenhuma informação", lamentou Camata, ao final da sessão de duas horas e meia. Desde julho de 2006 no Equador - seu primeiro posto como embaixador -, Santos acompanhou a deterioração das relações entre Brasília e Quito. No Itamaraty, entretanto, tem sido visto como um diplomata incapaz de desarmar e antecipar as "explosões" contra o Brasil.

No final de setembro, a embaixada em Quito foi surpreendida pela decisão do Equador de expulsar a construtora Odebrecht, invadir suas instalações no país e suspender os diretos constitucionais de quatro executivos da empresa. Em 20 de setembro, Santos não informou a possibilidade de o Equador levar a disputa a uma arbitragem internacional. A notícia, porém, ocupou durante um bom tempo os jornais do país.

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