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Embaixadas brasileiras receberão adidos agrícolas para abrir mercados

São Paulo, 23 - Em alguns meses, o Brasil ganhará uma nova ferramenta na batalha contra barreiras às exportações do agronegócio. Adidos agrícolas selecionados pelo governo serão integrados a oito embaixadas brasileiras localizadas em mercados-chave para o agronegócio nacional, com a tarefa de tentar reduzir os entraves ao comércio de produtos agrícolas.

Agência Estado |

"A abertura de mercados que estão fechados por questões sanitárias exige muita diplomacia e insistência. Essa é a grande vantagem de ter um adido agrícola. Ele estará lá (no exterior) o tempo todo para cuidar dessa agenda", afirma o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Celio Porto. "O diálogo direto com as autoridades locais, até para esclarecer questionamentos de rotina, é muito importante", acrescenta.

Os adidos estão hoje em São Paulo para reuniões com representantes dos exportadores de carne bovina, suína e de frango, de açúcar e álcool e de soja, para conhecer as prioridades de cada setor. Ainda esta semana, eles ouvirão os pleitos dos produtores de laranja, café e frutas. Na quinta-feira, visitam o porto de Santos para conhecer a realidade dos embarques dos produtos brasileiros. E, assim que for publicada a nomeação dos adidos no Diário Oficial da União, embarcam para uma temporada de quatro anos nos Estados Unidos, Japão, União Europeia (Bélgica), Rússia, Suíça (OMC), Argentina, China e África do Sul.

Segundo Porto, a principal recomendação dos exportadores de carne bovina, com quem os adidos se reuniram nesta manhã, é para que trabalhem pela abertura de mercados relevantes e que hoje estão fechados ao País. O principal deles é o Japão, que importou o equivalente a US$ 6 bilhões em carne bovina e suína em 2008 - mas nada procedente do Brasil, por conta de restrições sanitárias.

Os Estados Unidos, que compraram US$ 3,5 bilhões em carnes do exterior no mesmo ano, apresentam o mesmo argumento para não importar produtos brasileiros. "México, Coreia do Sul e Canadá também são mercados acima de US$ 1 bilhão fechados em razão da ocorrência de febre aftosa no País em 2005", afirmou Porto.

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