Para analistas ouvidos em Nova York, uma linha de swap com outros bancos centrais funcionaria como um reforço de confiança no mercado doméstico. O ex-diretor do Banco Central para Relações Internacionais e sócio-fundador do Fundo Tandem Global Partners, Paulo Vieira da Cunha, avalia que o BC tem credibilidade suficiente para, se for o caso, fazer acordo com o Fed.

"Isso ajudaria muito a financiar atividades externas dos bancos brasileiros e seria outra forma de reforçar as linhas de ACCs."

O diretor do RBC Capital Markets para mercados emergentes, Nick Chamie, também avalia que o BC está inclinado a trabalhar com o Fed. No entanto, os analistas vêem uma luz amarela nessa medida, já que o Brasil pode ficar disponível para fornecer reservas para outros BCs na América Latina. Vieira da Cunha lembra que a Argentina tentou várias vezes criar um sistema de empréstimos de reservas entre os dois BCs e agora há essa possibilidade.

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