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Em um ano, 3.500 estudantes britânicos são punidos por conduta sexual

Londres, 5 jan (EFE).- Cerca de 3.

EFE |

500 estudantes foram punidos no Reino Unido em um único ano por "condutas sexuais inapropriadas", informaram hoje dados do Departamento de Infância, Escolas e Famílias do Governo.

Os dados, divulgados pela cadeia pública "BBC", correspondem ao ano letivo 2006-2007 e causaram profunda preocupação e comoção social no país.

A maioria de expulsões temporárias ou definitivas por "assédio sexual" aconteceu no ensino médio, mas também houve 260 casos nas escolas primárias - correspondente ao ensino fundamental.

O relatório governamental também utiliza uma pesquisa da ONG "Young Voice" (Voz Jovem), oferece outro número inquietante: um de cada dez jovens britânicos com idade entre 11 e 19 anos foi forçado, em alguma ocasião, a participar de um ato sexual.

As "condutas sexuais inapropriadas" incluem pichações com desenhos sexualmente explícitos, apelidos com conotações sexuais, toques não consentidos e abusos mais graves.

O fenômeno é analisado em um documentário transmitido pela emissora pública "BBC" hoje, um mês após a imprensa local dar ampla cobertura ao caso de uma jovem que foi vítima de estupro coletiva por nove adolescentes na zona leste de Londres.

Apesar de os números de casos de assédio sexual nas escolas se apresentarem como uma antecipação do programa, foram múltiplas as reações e as reflexões sobre o alcance real deste problema.

Richard Piggin, da ONG Beatbullying (Vencer o Abuso Escolar), disse que o assédio sexual nos colégios e institutos britânicos é "relativamente comum" e disse que "um número significativo de jovens nos disseram que sofreram ou presenciaram (assédios sexuais) em suas escolas e em seus bairros".

O próprio Governo, através do ministro de Infância, Escolas e Famílias, Ed Balls, pediu recentemente à Anti Bullying Alliance (Aliança contra o Abuso Escolar) que elaborasse um guia para ajudar os professores a enfrentar os abusos de caráter sexual.

O guia, ainda não publicado, visa a ajudar os docentes a combater a linguagem obscena, a combater os casos de assédio e a promover uma relação saudável entre os adolescentes de ambos os sexos, no momento em que os analistas consideram que há um aumento da misoginia por culpa da cultura de gangues.

O porta-voz do Sindicato dos Professores, Chris Keates, explicou que suas pesquisas em 2008 concluíram que se trata de um fenômeno que tem como vítimas quase únicas as mulheres, estudantes e professoras.

"As respostas de mais de 5 mil educadores demonstraram que as professoras têm uma possibilidade três vezes maior que os professores de sofrer um abuso sexual no trabalho", disse.

Segundo Keates, nos últimos anos vêm crescendo os casos de professoras denunciando que seus alunos utilizam telefones celulares para fotografar seus decotes, que lhes fazem comentários sexuais ou se referem a elas em tom obsceno em fóruns de internet.

"A evidência concluída por nossos filiados é de que os estudantes sofrem o mesmo comportamento atroz. É inegável que temos um problema", ressaltou o porta-voz sindical.

A ONG Kidscape, que tem uma linha telefônica de apoio a menores, também constatou esta tendência e seu diretora-executiva, Michele Elliott, ressaltou que eles recebem uma média de três chamadas semanais nas quais crianças de até sete anos denunciam ter sido objeto de assédio sexual verbal ou por toques. EFE fpb/jp

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