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Os hatches médios oferecidos no Brasil deixam muito a desejar em modernidade. Num segmento de projetos defasados, o argentino Focus conseguiu levar a melhor.

Os modelos que mais ameaçaram a vitória do Ford foram o compatriota Peugeot 307 e o mexicano Nissan Tiida. Este último ainda é uma incógnita na revenda e não tem motor flexível.

O rival argentino, que é moderno diante do resto da oferta, se deu mal pelo preço. É justamente esse fator que garantiu o triunfo do Focus. Sua versão de entrada, GL 1.6 flexível, parte de R$ 45.120 e sai de fábrica com o essencial: ar-condicionado e direção hidráulica, entre outros itens. E com a chegada da nova geração, no fim do ano, essa configuração continuará sendo oferecida.

Já o 307 parte de R$ 54.900 e tem mais itens de série. Mesmo assim, o Ford dá mais liberdade ao cliente na escolha dos equipamentos.

Com até 116 cavalos, o motor 1.6 do Focus não proporciona emoção ao condutor, mas dá conta do recado. O câmbio é preciso e bem escalonado e a suspensão entrega conforto sem deixar de lado a eficiência em curvas.

Diversão para valer o motorista encontra ao volante do Focus 2.0, que parte de R$ 55.175. Seu motor de 147 cv faz deste carro o mais ágil da categoria. Mas até o fim do ano o propulsor "maior" será oferecido somente no modelo renovado - já com tecnologia flexível.

O desenho é polêmico: uns gostam, outros não. Mas como não foi renovado desde seu lançamento, em 2000, já cansou. O mesmo ocorre no interior. O acabamento não é ruim, mas está defasado.

Após a mudança do Focus, quinto colocado no segmento, os rivais também passarão por renovação. Fiat Stilo, VW Golf e 307 ganharão sucessores. E a Renault fará no Brasil o hatch da família Mégane, em nova geração.