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O preço da cesta básica já acumula alta de 14,55% nos primeiros quatro meses do ano na capital. O índice é superior à variação anual de 2009, quando fechou em queda de 4,72%, e também ao mesmo período do ano passado (-5,79%).

O preço da cesta básica já acumula alta de 14,55% nos primeiros quatro meses do ano na capital. O índice é superior à variação anual de 2009, quando fechou em queda de 4,72%, e também ao mesmo período do ano passado (-5,79%). O cenário de um ano atrás era de vasta oferta de produtos. Já em 2010, o grande volume de chuvas prejudicou a produção e colheita dos alimentos, o que acabou refletindo no aumento dos preços. Em abril, o grupo de alimentos subiu 3,01% e atingiu R$ 261,39 em São Paulo, o segundo maior valor entre as 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O principal vilão do mês foi o feijão carioquinha, vendido a R$ 3,82 o quilo ante R$ 2,61 em março - alta de 46,3%. Segundo o economista e coordenador da pesquisa do Dieese, José Maurício Soares, o aumento é explicado pela entrada de uma nova safra no mercado com valor elevado. A expectativa é que a entrada das safras de reposição nos próximos meses barateie o alimento. A batata apresentou a segunda maior variação no mês e subiu 18,91%. O quilo do produto era vendido a R$ 2,75 em março e subiu para R$ 3,27 em abril. "Como choveu muito, a terra ficou muito úmida e a batata não se desenvolveu direito, ocorrendo uma quebra de produção", explica Soares. O leite teve a terceira maior variação, com 4,61%. A previsão é que o preço se mantenha elevado devido ao início da estiagem. Por outro lado, São Paulo foi a única capital com registro de queda no preço do tomate, que nos últimos meses foi apontado como o responsável pelos constantes aumentos do custo da cesta. O quilo do produto caiu 9,05%, passando de R$ 4,64 para R$ 4,22. A tendência é que o preço do tomate continue em declínio devido a melhora do clima. Para fugir da alta de alguns produtos, o economista sugere uma maior variação dos alimentos na mesa. O Dieese também calcula quanto o trabalhador que ganha um salário mínimo (R$ 510) precisou trabalhar para comprar o grupo de alimentos em abril: 112 horas e 45 minutos. O valor da cesta representa 55,71% do salário mínimo líquido, com desconto da parcela referente à Previdência Social.

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