A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, negou nesta segunda-feira, em Roma, que os Estados Unidos estejam mantendo uma política protecionista, descartando que existam preconceitos sobre a aliança entre o grupo italiano Fiat e a americana Chrysler.

"Há quem diga que os Estados Unidos se tornaram protecionistas. Não é verdade. Nós queremos seguir adiante com uma política que satisfaça todos os trabalhadores em escala mundial", afirmou Pelosi, que no sábado começou uma visita oficial à Itália.

A parlamentar garantiu que "não existem preconceitos contra a Fiat, já que é uma empresa de nacionalidade italiana", e reforçou que o novo presidente americano, Barack Obama, é contra o protecionismo.

"O presidente Barack Obama não é um presidente protecionista", afirmou.

"Tentamos proteger os interesses dos trabalhadores americanos, assim como tentamos garantir o crescimento da economia de nosso país. Não acredito que isso seja protecionismo, acredito que todos os países agiriam assim", acrescentou Pelosi.

O grupo Fiat assumirá uma participação de 35% no capital da Chrysler, em troca do acesso a sua tecnologia, segundo um acordo preliminar da aliança estratégica assinada em 20 de janeiro. O acordo deve ser ratificado em abril.

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