Brasília ¿ O ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, informou nesta quinta-feira que sugeriu ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) a antecipação da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o dia 11 de março. Na tarde de ontem, o Banco Central anunciou a redução de 1 ponto percentual da taxa de juros (Selic), que passou a ser de 12,75% ao ano.

O importante é não esperar 45 dias. É preciso diminuir mais, é necessário que haja uma redução gradativa. Esta redução significa menos custo para o governo no pagamento de dívidas, salientou. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady, confirmou que a decisão para o encurtamento da próxima reunião do Copom, que acontece a cada 45 dias, foi unânime.

De acordo com Rigotto, o próximo passo do governo deve ser a adoção de um conjunto de ações que leve à redução do spread bancário (diferença entre o percentual que o banco paga ao cliente investidor e o que o cliente paga pelo empréstimo). Não adianta reduzir só a taxa Selic e o spread bancário continuar no patamar que está. Agora as ações do governo têm que se direcionar para esta possibilidade (reduzir spread) e eu acredito que eles devam fazer isso, acrescentou.

No início da semana, dirigentes das principais centrais sindicais cobraram do presidente Lula a imediata redução da taxa Selic e do spread bancário. Queremos medidas mais duras para garantir credito e garantir a diminuição da taxa de juros, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, na ocasião.

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