BRASÍLIA - O Banco Central (BC) reduziu para 1,2% a previsão para o crescimento do do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Há três meses, a expectativa da autoridade monetária era de evolução real da atividade em 3,2% neste calendário.

Essa mudança, conforme o Relatório de Inflação de março, é "consistente com a evolução na margem dos principais indicadores do nível da atividade da economia brasileira e com a deterioração das expectativas, registradas no início deste ano".

De acordo com o documento, a taxa de investimentos medida pela formação bruta de capital fixo deve sair de 4,4% para apenas 0,7%.

Em função da crise global, o BC reviu para baixo a projeção para evolução do agronegócio, que deve cair 0,1% ante alta de 2,2% prevista antes.

A indústria, segmento mais atingido pela piora das expectativas, deve avançar 0,1%, ante previsão anterior de aumento de 3,4% em 2009, "reflexo de reduções nas estimativas de crescimento de todos os segmentos industriais", segundo o Relatório de Inflação.

Para a indústria de transformação, o BC prevê recuo de 1,6% na produção sobre 2008. No relatório de dezembro, era aguardado aumento de 3,1%.

Para o setor de serviços, o BC vê crescimento de 1,7%, ante projeção passada de mais 3,1%. Devem ter queda os setores de comércio (-0,4%) e transporte (-0,5%). Devem apresentar expansão, contudo, serviços de informação (4,9%), bancos (3,2%), atividades imobiliárias (2,1%) e administração pública (2,6%).

A receita de impostos sobre produtos deve subir 1,5% sobre o exercício anterior.

O BC também prevê um abrandamento no ritmo de alta do consumo das famílias, de 3,9% para 1,6%, enquanto o consumo do governo deve subir de 2,2% para 2,4%.

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