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Em pregão instável, Bovespa fecha em queda de 3,57%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a registrar forte volatilidade hoje, quando o noticiário doméstico exerceu papel importante na definição do rumo das ações brasileiras - embora o cenário internacional não tenha saído do radar. No fechamento, o índice Bovespa registrou queda de 3,57%, a 33.818,49 pontos, no menor nível desde 20 de junho de 2006, quando encerrou em 33.632,14 pontos.

Redação com agências |

 

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Só em outubro, a desvalorização do índice já ultrapassou 30%. O giro financeiro foi de R$ 4,414 bilhões. O humor foi negativo durante praticamente toda a jornada.

A instabilidade foi influencida pelas oscilações no mercado internacional. Em Nova York, o dia também foi de alternância entre o território positivo e o negativo e na Europa as bolsas encerraram o pregão sem direção comum.

As "novidades" no exterior à tarde não colaboraram com qualquer tentativa de recuperação na Bolsa brasileira, em especial porque predominaram informações negativas relacionadas aos países emergentes. Com destaque para a Rússia. Após a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) rebaixar a perspectiva da nota de risco de crédito (rating) soberano de longo prazo do país de estável para negativa, o Banco Central russo anunciou que elevará as taxas para depósitos à vista, em uma tentativa de conter a fuga de capitais da Rússia.

Ainda, o Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou, por meio de um porta-voz, que está discutindo possíveis pacotes de empréstimos para um número de países. O Fundo já disse que está discutindo potenciais empréstimos com a Hungria, Paquistão e Bielo-Rússia. Rumores de um suposto pacote de US$ 1 trilhão em ajuda do FMI para economias emergentes circularam em Londres e em Nova York - e até ajudaram nas altas vistas em Wall Street. O porta-voz do FMI disse que o Fundo não "reconhece a cifra de US$ 1 trilhão".

Comentários sobre quebras de fundos de hedge feitos na conferência Hedge 2008, em Londres, foram mais um ingrediente pessimista. No evento, o economista Nouriel Roubini disse que centenas de fundos de hedge deverão falir e que as autoridades poderão ter de fechar os mercados financeiros por uma semana, senão mais, à medida que a crise force os investidores a desovar ativos.

Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN caiu 2,15%, para R$ 22,70; Vale PNA perdeu 3,31%, para a R$ 23,30; BM & FBovespa ON teve queda de 11,63%, para R$ 4,86; Bradesco PN se desvalorizou 3,91%, a R$ 21,60; e Vale ON declinou 5,69%, para R$ 25,65.

Durante o dia, o Ibovespa oscilou da mínima de 32.706 pontos (-6,74%) à máxima de 35.777 pontos (+2,02%). O volume financeiro ficou em R$ 4,417 bilhões.

Dólar

Forçado por injeções sucessivas de dólares e swaps cambiais por parte do Banco Central, o dólar comercial inverteu o rumo de alta expressiva, de mais de 6%, observado pela manhã, e acabou fechando também com sinal negativo relevante.

A moeda americana encerrou os negócios desta quinta-feira com queda de 3,19%, aos R$ 2,305, após saltar 12,53% nas três sessões anteriores e subir até 6,39% logo na abertura dos negócios hoje.

A moeda americana devolveu os ganhos iniciais e passou a cair em relação ao real, até bater na mínima de 2,250 (-5,46%), em reação ao anúncio pelo Banco Central de um programa de venda de swap cambial de até US$ 50 bilhões, que foi seguido de uma série de leilões de venda direta de dólar. Ao todo, a autoridade monetária fez cinco operações, duas de venda de swap cambial, num total de US$ 2,227 bilhões, e três leilões de venda direta, com negociação estimada de cerca de US$ 850 milhões.

Apesar da forte baixa, a divisa ainda acumula alta de quase 9% na semana.

(Com informações do Valor Online, Agência Estado e Reuters) 

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