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Em pregão dramático, Bolsas da Europa despencam

As bolsa européias vivem hoje um pregão dramático, com quedas que rondam os 8% nas bolsas de Londres, Alemanha e Paris, diante da preocupação dos mercados de que a crise financeira tenha chegado ao Velho Continente.

Redação com agências |

 

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O índice FTSE de Londres caía 7,85% por volta de 13h. Em Paris, o CAC-40 tinha baixa de 9,04%. Em Frankfurt, a desvalorização do DAX era de 7,22%.

Além de a aprovação do pacote dos Estados Unidos de US$ 700 bilhões na semana passada não trazer alento, as preocupações com a extensão da crise no setor aprofundaram-se depois que os ministros de Finanças da zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) não conseguiram chegar a um consenso sobre como reagir aos problemas do setor.

O nervosismo dos investidores foi evidente logo na abertura, horas depois que o Governo alemão e os bancos privados tivessem que agir, pela segunda vez em uma semana, a favor da sociedade hipotecária Hypo Real Estate.

Para evitar a quebra dessa instituição financeira e salvaguardar o sistema, o Governo, em colaboração com o Banco Central Europeu, definiu um pacote de crédito ao Hypo Real Estate no valor de US$ 50 bilhões de euros.

Apesar desse plano de resgate, os títulos do Hypo Real Estate caíram 35% em Frankfurt, e com eles quase todos os valores bancários.

"O sistema bancário não funciona mais. Está quebrado. Os bancos estão entrando em um período de recessão sem capital e o banco central é o único credor a recorrer. As pessoas estão com dúvida sobre o que fazer", disse o analista de ações européias da Standard and Poors Robert Quinn.

Em meio à volatilidade, operadores e analistas aguardam a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra (BoE, o banco central inglês) na quinta-feira (dia 9). De acordo com um operador, "há uma boa chance de que eles reduzam a taxa de juros agora e meçam o impacto disso no trimestre".

As ações do italiano Unicredit tiveram negociações temporariamente suspensas na Bolsa de Milão, após despencarem mais de 14%. Por volta das 8h30 (de Brasília), recuavam 2,94%.

No fim de semana, o banco anunciou que vai emitir cerca de 3 bilhões de euros em bônus conversíveis. Além disso, decidiu cortar os dividendos, substituindo-os por uma emissão de ações para os acionistas, o que equivale a levantar outros 3,6 bilhões para o seu capital. O banco também reduziu sua meta de lucro por ação para este ano.

As perdas do setor financeiro eram generalizadas em todas as bolsas do continente europeu. Na Suíça, UBS caía 12% e na Bélgica, Dexia despencava 30%. Na França, BNP Paribas recuava mais de 5%, depois de informar que comprou operações do Fortis na Bélgica e em Luxemburgo, tornando-se assim o maior banco da zona do euro em depósitos.

Em Frankfurt, Deutsche Bank caía 7%. Em Londres, a credora de hipotecas HBOS caía 14%, Lloyds recuava 8,6% e Royal Bank of Scotland (RBS) despencava 15%. Às 9 horas (de Brasília), a Bolsa de Londres recuava 4,77%, a de Paris cedia 5,43% e a de Frankfurt caía 5,08%.

Os dirigentes da União Européia (UE) mantinham contatos nesta segunda-feira para preparar uma declaração de apoio aos mercados financeiros, segundo fontes próximas ao governo italiano citadas pela imprensa nacional.

O chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, por sua vez, se reunirá na sexta-feira, em Paris, com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que ocupa a presidência semestral da União Européia, informou um porta-voz do governo.

A Espanha, quinta economia européia, não esconde seu mal-estar por não ter sido convidada para a cúpula dos líderes dos membros europeus do G8 - Alemanha, França, Itália e Grã-Bretanha - realizaram no sábado, em Paris, para debater a crise.

Depois de intensas negociações entre o ministério das Finanças alemão, o Bundesbank (banco central), bancos privados e reguladores de mercado, o banco Hypo Real Estate (HRE), o quarto da Alemanha, recebeu no domingo à noite uma capitalização adicional de 15 bilhões de euros que se somaram aos 35 bilhões obtridos na semana passada.

A Alemanha também ofereceu proteção ilimitada às contas bancárias pessoais, garantias que totalizariam 568 bilhões de euros. A garantia vai além e também inclui os depósitos a prazo, que alcançam no país 1,62 trilhão de euros (2,2 trilhões de dólares), segundo o Bundesbank.

O ministro espanhol da Economia, Pedro Solbes, disse que não exclui adotar a mesma medida. O governo britânico também está considerando capitalizar os bancos em dificuldade com milhões de libras em troca de ações.

Os bancos centrais continuam injetando milhões nos mercados monetários interbancários, que sobrevivem graças a esta assistência das instituições estatais porque os bancos comerciais estão demasiado assustados para emprestar dinheiro entre si.

(Com EFE e Agência Estado)

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