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Em meio à seca, setor rural argentino pode fazer novo protesto

Por Nicolás Misculin BUENOS AIRES (Reuters) - Os produtores rurais argentinos, em conflito com o governo desde o ano passado devido à política para o setor, poderão realizar neste mês um novo protesto para pedir apoio frente a uma forte estiagem que está destruindo as lavouras e matando o gado.

Reuters |

O relacionamento entre os dirigentes rurais e o governo está complicado desde que entraram em choque por causa de um imposto sobre as exportações. Por enquanto, no entanto, o campo não voltou a realizar protestos da mesma magnitude que no ano passado, que incluíram paralisações e bloqueios de estradas.

Mas os danos provocados pela seca preocupam muitos produtores, que consideram a ajuda anunciada pelo governo --principalmente através de benefícios fiscais-- insuficiente e pedem a suspensão dos impostos sobre a exportação.

"O mal-estar é crescente e as soluções demoram demais para aparecer. Isso desencadeia um iminente protesto agrário", garantiu na quarta-feira Ulises Forte, vice-presidente da Federação Agrária Argentina, uma das quatro associações rurais em confronto com o governo.

As entidades agropecuárias ainda devem decidir em assembléias a forma e a data dos protestos, e não descartam voltar a realizar paralisações comerciais.

"Não seria de se surpreender se na segunda quinzena de fevereiro começarmos com alguma medida de força", disse Forte à Reuters.

A Argentina é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, mas a falta de chuva teve grande impacto sobre a safra de trigo e deve provocar uma forte queda na produção de milho e de soja, o principal cultivo do país.

No ano passado, a disputa entre produtores rurais e o governo paralisou as exportações de grãos, afetou a atividade econômica local e mergulhou o governo em sua pior crise política.

O conflito se iniciou por uma iniciativa da presidente Cristina Fernández de Kirchner de elevar o imposto sobre as exportações de soja, por fim descartada pelo Congresso, quando as matérias-primas registravam valores recordes nos mercados internacionais.

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