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Em meio à crise, HSBC cria fundo de capital protegido

SÃO PAULO - A queda de 44,26% do Índice Bovespa no acumulado do ano - dos quais 28,12% apenas neste mês - deixou muitos papéis com bom fundamentos bastante baratos ante seu preço histórico. Apesar disso, ninguém se arrisca a dizer que essas mesmas ações não podem cair ainda mais.

Valor Online |

Os mais afeitos ao risco, no entanto, começam a se perguntar se o momento não é de compra. De olho nesses aplicadores, o HSBC lançou o Smart 7, um fundo de capital protegido que, em caso de queda da bolsa, devolve o dinheiro investido após 14 meses.

Voltado para os clientes do segmento Premier, o chamado varejo de alta renda, o fundo tem investimento inicial de R$ 5 mil e duração de 14 meses (vence em 17 de dezembro de 2009). Pelas regras do fundo, se o Ibovespa subir menos de 35%, o investidor leva o retorno do índice. Se bater ou superar esse percentual, em qualquer momento do dia no período, o fundo vira um renda fixa, com ganho de no mínimo 17,5% ao ano, proporcional ao prazo do investimento. Já se a bolsa cair, o investidor tem o capital protegido, levando o valor aplicado. O fundo ficará aberto até o dia 30, mas fechará antes caso atinja R$ 250 milhões. A taxa de administração é de 2%.

O investidor não pode resgatar os recursos antes do prazo de vencimento. Um vez realizada a aplicação, é preciso manter os recursos no fundo até o vencimento do fundo, ou seja, até dezembro de 2009.

É justamente para momentos de forte incerteza que esse tipo de fundo é recomendado, diz Mario Felisberto, diretor de investimentos da HSBC Global Asset Management. " Muitos acham que a bolsa está barata, mas se sentem inseguros para entrar neste momento " , diz. " E com esse fundo, em caso de melhora, o investidor captura o ganho da bolsa, mas se a situação não melhorar, ele protege o capital aplicado. "
Para proteger o capital do investidor, o fundo usa a estratégia de operações no mercado de opções com " nocaute " , ou seja, que só passam a valer se o papel atingir determinado valor. É uma espécie de gatilho. É por isso que existe o limite de alta de 35%.

O momento é de incertezas elevadíssimas sobre o impacto da crise na economia real, apesar de os bancos centrais e governos estarem fazendo de tudo para evitar que ela se espalhe ainda mais, avalia Felisberto. " Haverá impactos no Brasil, mas é difícil mensurar esse contágio. " O cenário que se desenha, no entanto, é de menor crescimento econômico, dólar em níveis mais altos e inflação ainda pressionada, analisa o executivo. Por conta disso, a recomendação para os clientes do banco tem sido a de não mexer nas aplicações, conta Felisberto.

Esta é a sétima versão do fundo Smart. Os quatro primeiros bateram a barreira de alta do índice e tornaram-se renda fixa. Os outros dois vencem no ano que vem e não bateram a barreira de alta.

(Luciana Monteiro | Valor Econômico)

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