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Em meio à crise, Alemanha nomeia com urgência um novo ministro da Economia

Um jovem conservador de 37 anos foi escolhido nesta quinta-feira em caráter de urgência para suceder o ministro alemão da Economia, que pediu demissão em plena crise e em pleno ano eleitoral, colocando a chanceler Angela Merkel em situação embaraçosa.

AFP |

Karl-Theodor Zu Guttenberg, secretário-geral do partido conservador CSU, vai herdar a pasta, anunciou em entrevista à imprensa o presidente do partido bávaro, Horst Seehofer, sem precisar a data da transferência do cargo.

Ele será o ministro da Economia mais jovem da história da República federal.

O porta-voz do governo Ulrich Wilhelm confirmou esta futura nomeação, que cabe formalmente ao presidente da república Horst Köhler, declarando que "a chanceler está contente de trabalhar com Guttenberg". "Ela o conhece e o estima", disse.

Guttenberg, secretário-geral de seu partido há apenas três meses, é especialista em política externa.

A renúncia neste fim de semana de Michael Glos, 64 anos, ministro da Economia desde 2005, pegou todo mundo de surpresa, a começar por seu próprio partido e pela chanceler. Seehofer reconheceu ter sido informado pela imprensa.

A CSU, assim como a chanceler, tentou impedir a saída do cacique do partido bávaro, mas os esforços foram em vão.

A renúncia de Michael Glos acontece no pior momento: a Alemanha espera recessão de 2,25% para este ano, enquanto o governo se debate entre o plano de retomada e os resgates bancários.

A situação é embaraçosa para Angela Merkel, que é frequentemente criticada por não conseguir manter unidos os conservadores, a pouco mais de sete meses das legislativas.

"É preciso colocar ordem entre os conservadores o mais rápido possível. É um desafio para a autoridade de Merkel", comentou o secretário-geral do partido social democrata SPD Hubertus Heil.

O partido da oposição de esquerda radical Die Linke considerou "um grande peso na luta contra a crise" a nomeação de Guttenberg. O partido liberal FDP criticou sua falta de experiência econômica.

O novo ministro da Economia terá que trabalhar muito para apagar as más recordações deixadas por seu antecessor.

Michael Glos brilhou por sua passividade desde o início da crise econômica. Ele nunca se sentiu confortável com uma pasta que aceitou a contragosto, em razão da demissão de Edmund Stoiber, da CSU.

Segunda-feira, o jornal Financial Times Deutschland escreveu sobre a demissão surpresa: "Pela primeira vez, Glos se impôs".

aue/lm

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