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Em Genebra, Chanceler paraguaio defende salvaguardas agrícolas especiais

Genebra, 22 jul (EFE).- O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, se mostrou convencido nesta terça-feira em Genebra (Suíça) de que o sistema de salvaguardas especiais agrícolas, que alguns países emergentes defendem e outros rejeitam, não dividirá as nações em desenvolvimento.

EFE |

"Não, eu não vejo nenhum tipo de quebra dos países emergentes. Os países em desenvolvimento têm a oportunidade de eliminar todas as distorções ao comércio agrícola que causam tanto prejuízo às nossas economias. Devemos fazê-la", declarou.

"Quanto à possibilidade de o mecanismo de salvaguardas especiais poder dividir os países em desenvolvimento, acredito que não", acrescentou Ramírez aos jornalistas no segundo dia da reunião ministerial realizada esta semana.

Trinta ministros estão reunidos esta semana na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC) para tentarem desbloquear a Rodada de Doha - negociação para derrubar barreiras comerciais entre os países - após sete anos de conversas sem frutos concretos.

Paraguai e Uruguai apresentaram no último domingo uma proposta na qual pedem que o mecanismo de salvaguardas especiais existente no texto do acordo de agricultura seja muito mais restritivo e seja aplicado em casos extremamente especiais.

O mecanismo permitiria aumentar de forma automática as tarifas aos produtos agrícolas em caso de um aumento desproporcional das importações ou de uma queda abrupta e inesperada do preço.

"Esta rodada não pode ser geradora de novos instrumentos de protecionismo. Estamos falando de uma rodada para o desenvolvimento.

Acreditamos que podem ser articulados instrumentos que possam disparar os gatilhos automaticamente. Agora, os atiradores não podem disparar sobre critérios que representem um retrocesso", afirmou o chanceler.

Esta posição se contrapõe a que é mantida pelo G33 (formado por países em desenvolvimento importadores líquidos de produtos agrícolas que querem manter as salvaguardas especiais como método para proteger suas incipientes e fracas produções internas).

A ministra de Comércio da Indonésia, Mari Pangestu, porta-voz do G33, reiterou ontem que as salvaguardas são essenciais para o grupo e que devem poder ser aplicadas de forma imediata assim que forem dadas as condições estabelecidas no acordo.

Paraguai e Uruguai consideram que estas condições são leves demais.

Ramírez explicou que a discussão sobre as salvaguardas prosseguiria hoje em reunião na qual participariam países contrários e favoráveis.

"Observamos com preocupação que, na medida em que se consegue maior abertura ao comércio agrícola, também surgem novos mecanismos de defesa comercial que não existiam na rodada do Uruguai (anterior a Doha). Daí surge o risco observado por vários países em desenvolvimento".

"Esta é a grande oportunidade de resolvê-lo para ter um mercado não distorcido".

O chanceler se mostrou otimista em relação ao assunto e à rodada em geral.

"O cenário de hoje permitiria entendimentos", concluiu. EFE mh/fh/fal

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