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Em e-mail, Salles justifica a união com o Itaú

Os 35,1 mil funcionários do Unibanco ficaram sabendo da fusão com o Banco Itaú ontem pela manhã, ao abrir uma mensagem, por e-mail, enviada por Pedro Moreira Salles, presidente da instituição.

Agência Estado |

"Pessoal, na última sexta-feira, ao desligar o computador e ir para casa, todos vocês faziam parte de um banco como poucos no país. Hoje, segunda-feira, vocês retornam ao trabalho como funcionários de um banco sem igual no Brasil. (...) Hoje, vocês começam a trabalhar num dos vinte maiores bancos do mundo - e no maior do Hemisfério Sul."

Moreira Salles definiu o dia de ontem como histórico e afirmou que a sua ambição e de Roberto Setúbal, agora presidente-executivo do novo Itaú Unibanco, é transformar o banco "numa instituição financeira capaz de competir de igual para igual com os maiores bancos estrangeiros."

O banqueiro revelou que a negociação entre ele e Setúbal começou em julho do ano passado, na sala de sua casa.

"Naquela ocasião, conversamos sobre as conseqüências da aquisição que o Santander acabara de fazer do Banco Real. Pela primeira vez, estávamos diante de um banco estrangeiro com escala e capital, maior do que o Unibanco e do tamanho do Itaú. Nossa questão era como reagir a esse desafio. Até então, nosso sistema financeiro havia sido protagonizado por instituições nacionais, com raízes e origem no País. Era fundamental não cedermos espaço. A solução nos pareceu evidente. Não apenas pelo tamanho das nossas respectivas instituições, mas também - e eu diria, até, principalmente - pela admiração que tínhamos pelo trabalho um do outro, pelo respeito mútuo que sempre pautou a relação dos nossos respectivos pais e por aquilo que, na falta de palavra melhor, só posso definir como a intuição de que estava diante de um sócio ideal."

Para o agora presidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco, aquele foi um "encontro de dois amigos que ainda não haviam tido o privilégio de perceber o quanto tinham em comum".

Pedro Moreira Salles contou ainda um diálogo que teve com seu pai, na década passada, quando anunciou a ele um dos maiores negócios já fechados pelo Unibanco. "Ele só me fez duas perguntas: o negócio é bom para o Brasil? Eu respondi que sim. E veio a segunda pergunta: e é bom para o Unibanco? É, respondi. Ele disse apenas: então, pode fechar o negócio, meu filho. Fiel a essa filosofia, mais uma vez estamos fechando um negócio que é bom para o Brasil e bom para o Unibanco."

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