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Em discurso na cerimônia de abertura do Caricom (Cúpula Brasil - Comunidade do Caribe), no Palácio do Itamaraty, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistiu na necessidade da conclusão da Rodada Doha, acentuando que "é preciso reverter distorções ao comércio agrícola mundial, que mantêm milhões na insegurança alimentar ou na dependência da caridade".Lula falou da pressa em "recuperar o tempo perdido", defendeu a importância do fortalecimento das alianças entre os países da região "em favor de uma ordem internacional mais justa" e disse que o processo de integração faz parte de um movimento que está reescrevendo a história da América Latina e do Caribe.

Em discurso na cerimônia de abertura do Caricom (Cúpula Brasil - Comunidade do Caribe), no Palácio do Itamaraty, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistiu na necessidade da conclusão da Rodada Doha, acentuando que "é preciso reverter distorções ao comércio agrícola mundial, que mantêm milhões na insegurança alimentar ou na dependência da caridade".

Lula falou da pressa em "recuperar o tempo perdido", defendeu a importância do fortalecimento das alianças entre os países da região "em favor de uma ordem internacional mais justa" e disse que o processo de integração faz parte de um movimento que está reescrevendo a história da América Latina e do Caribe. Ele lembrou que "na Bahia, em 2008, pela primeira vez em 200 anos, as nações latino americanas e caribenhas reuniram-se com agenda própria" e "sem tutelas externas".

Lula falou ainda da necessidade de "dar início às negociações para a participação do Fundo de Desenvolvimento do Caricom", afirmando que essas iniciativas requerem fontes inovadoras de financiamento. E completou: "a decisão do Brasil de tornar-se membro pleno do Banco de Desenvolvimento do Caribe é a nossa resposta".

Ao falar sobre a importância do aumento da cooperação entre as nações e salientar que o Brasil abriu representação diplomática em todos os países da comunidade, o presidente Lula afirmou que "a crise econômica redobrou nossa determinação em consolidar essa parceria" justificando que a prova disso é que, nos primeiros meses de 2010, o comércio entre os países está vivendo "uma forte recuperação". Ao comemorar o aumento das relações comerciais do Brasil com os países do Caribe, de US$ 657 milhões em 2002 para US$ 5,2 bilhões em 2008, Lula disse que "estão dadas as condições para um acordo entre o Mercosul e o Caricom".

Democracia

Lula destacou ainda a forte vocação democrática que une os países do grupo, lembrando que assim como o Brasil três outros países da região terão eleições este ano: Haiti, Suriname e Trinidad e Tobago. Ele voltou a cobrar responsabilidades de todos os países na redução dos gases de efeito estufa, alertando que "o Brasil continuará a dar exemplo com iniciativas ambiciosas para reduzir substancialmente suas emissões". E completou: "o crescimento robusto do mundo em desenvolvimento requer que todos os países assumam suas responsabilidades".

Lula e mais 10 representantes dos países do Caribe passarão o dia hoje no Itamaraty. Pela manhã, o presidente participou de reunião bilateral com o primeiro-ministro da Jamaica, Bruce Golding, e depois com o primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Winston Spencer. Em seguida, os presidentes da Caricom participaram de reunião a portas fechadas, seguida de almoço. As 17h40 está prevista uma entrevista coletiva. No final da tarde, Lula vai receber, separadamente, o presidente do Haiti, René Préval.

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