SÃO PAULO - Em um dia tenso nos mercados financeiros internacionais, já nos primeiros minutos de pregão, a Bovespa caía 5,37%, operando aos 32.002 pontos. O dólar comercial era negociado, por volta de 11h, a R$ 2,398, alta de 4,03%.

Os contratos de novembro transacionados na BM&F estavam negociados a R$ 2,385, com elevação de 6,18%.

Ontem, o dólar comercial declinou 3,15%, cotado a R$ 2,3030 para a compra e R$ 2,3050 para a venda, após cinco intervenções do Banco Central no mercado de câmbio.

O dia promete ser novamente de nervosismo, com a aversão ao risco tomando conta dos investidores globais. No exterior, as bolsas européias e os índices futuros de Nova York registram queda expressiva, o que provoca uma abertura tensa também para o mercado futuro de juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).

As projeções das taxas, a partir dos contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI), exibem forte alta e no vencimento de janeiro de 2012 já atingiram o limite máximo de oscilação, a 18,35% ao ano.

ntem este contrato havia encerrado o pregão regular na BM&F com projeção de juro de 16,85% ao ano. O contrato de DI com vencimento em janeiro de 2010 projetava juro de 16,80% ao ano nesta manhã, ante 15,74% do fechamento ontem.

Hoje, em todas as bolsas do mundo, investidores querem se desfazer de ativos, provocando a sensação de caos nos mercados globais. A negociação dos índices futuros das Bolsas de Nova York já foram suspensas nesta manhã quando atingiram o limite de baixa (S&P 500 futuro em queda de 6,56%). Na Bolsa de Tóquio, a queda foi de 9,6% e a Coréia do Sul perdeu 10,6%.

No cenário interno, o Banco Central voltará à carga com seus leilões de swap cambial e de dólar, com o objetivo de amenizar o impacto negativo do quadro externo. E o Tesouro Nacional fará leilões de compra e de venda de Notas do Tesouro Nacional da Série F (NTN-F), títulos prefixados com pagamento periódico de juros, nos vencimentos de 1º de janeiro de 2012, 1º de janeiro de 2014 e 1º de janeiro de 2017 (1,5 milhão de papéis em cada operação).

Mas, entre profissionais, a expectativa é que o Tesouro anuncie medidas mais firmes, como recompra de títulos, com o objetivo de reduzir as perdas de investidores que carregam títulos públicos em suas carteiras.


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