A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou nesta segunda-feira a quarta queda em cinco sessões de julho, com recuo de 0,47%. No mês, a perda já chega a 9,1%.

Após um dia de oscilações entre os terrenos positivo e negativo, a Bovespa encerrou o pregão desta segunda-feira em queda de 0,47%, aos 59.88 pontos. Durante o pregão o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, chegou a oscilar entre uma alta de 2,4% e baixa de 1,1%, variando 2 mil pontos entre a máxima e a mínima do dia.

A Bovespa começou o dia no terreno positivo, chegando a subir 2%, mas foi puxada para baixo pelas perdas registradas no mercado norte-americano.

Notícias indicando que as financeiras hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac poderão ter que levantar algumas dezenas de bilhões de dólares para se adequar a uma mudança contábil acabaram com o bom humor do mercado norte-americano, que reagia de forma positiva à correção no preço do petróleo. Depois de uma tentativa de ganho no final da tarde, o Dow Jones fechou o dia com baixa de 0,50%, enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq cedeu 0,09%.

Por aqui, as siderúrgicas e as ações da Vale limitaram as perdas do dia, mas pesou a queda de 2,93% no ativo PN da Petrobras, que fechou a R$ 41,93, liderando o volume de negócios. O ativo ON da estatal perdeu 2,54%, para R$ 51,26.

Os fabricantes de aço ganharam destaque depois que o JP Morgam divulgou relatório com comentários positivo sobre o setor, que segue beneficiado pela demanda interna e capacidade de repasse de custos.

De acordo com o diretor de operações da Novação Corretora, Carlos Alberto de Oliveira Ribeiro, as oscilações observadas hoje evidenciam um mercado muito sensível à sinalização externa e sem força para se sustentar sozinho.

Além dos problemas do setor financeiro, Ribeiro lembra que as declarações da presidente do Federal Reserve (Fed) de São Francisco, Janet Yellen, também contribuíram para o desempenho negativo das ações. Yellen disse que os problemas tanto no setor financeiro quanto imobiliário devem piorar mais antes de começar a melhorar. Qualquer notícia faz o índice mudar de direção, exclama o especialista.

Ainda de acordo com Ribeiro, a influência externa deve continuar determinando o rumo dos negócios por aqui e a cautela ganha força dada a proximidade da temporada de balanços nos Estados Unidos.

Dólar

Depois de uma breve tentativa de alta durante a manhã, a moeda norte-americana firmou baixa ante o real. Nem a virada de humor externo e a atuação do Banco Central, que efetuou compras no mercado à vista, conseguiram mudar a divisa de direção.

Nesta segunda-feira, a moeda americana fechou com retração de 0,37%, cotada a R$ 1,602. O mercado aproveitou o bom humor dos mercados acionários na parte da manhã para derrubar o dólar e manter essa tendência apesar da deterioração posterior do cenário externo.

Com informações do Valor Online e Reuters)

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