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Em dia de poucos negócios juros futuros longos voltam a cair na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros longos encerraram o primeiro pregão de 2009 apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Chama atenção o baixo volume negociado, o que acaba distorcendo a formação de preços. Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram transacionados 102.

Valor Online |

630 contratos, equivalentes a R$ 8,82 bilhões (US$ 3,78 bilhões). Montante bastante inferior à média do mês de dezembro, que ficou em cerca de 380 mil contratos por dia.

Ao final do pregão o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava baixa de 0,03 ponto percentual, para 12,16%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,05 ponto, a 12,14%. E janeiro 2012 apontava 12,22%, desvalorização de 0,12 ponto.

Na ponta curta, o contrato para fevereiro de 2009 recuou 0,03 ponto percentual, apontado 13,37%, enquanto julho de 2009 aumentou 0,01 ponto, projetando 12,70% ao ano.

O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 41.035 contratos, equivalente a R$ 3,66 bilhões (US$ 1,57 bilhões).

Independentemente das oscilações do dia-a-dia, o pano de fundo para o mercado de juros segue determinado pela expectativa de juros menores em função do impacto adverso da crise econômica internacional sobre a economia brasileira.

Para os economistas do Banco Fibra, o cenário pouco animador para a economia mundial em 2009 deve derrubar a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 5,6% em 2008, para 2,5% nesse ano.

Com a demanda mais fraca, as pressões inflacionárias também devem perde força, resultando em inflação menor que a observada em 2008. Para os índices no atacado, que subiram em média 10% em 2008, o avanço deve ficar em 5%. E o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que baliza a política de metas, estimado pelo banco está em 4,8%, contra cerca de 6% do ano passado.

" Expectativas inflacionárias em queda e desaceleração econômica devem levar o Banco Central a dar início ao ciclo de flexibilização da política monetária já em janeiro, possivelmente com uma queda de 0,50 ponto percentual na Selic " , disse a economista-chefe do banco, Maristella Ansenelli, por meio de comunicado.

Confirmada tal expectativa, que ainda não é consensual entre os agentes de mercado, a taxa Selic cai de 13,75%, para 13,25%, marcando a primeira redução desde setembro de 2007. Para a especialista, novas reduções no custo do dinheiro devem acontecer ao longo de todo o primeiro semestre levando a taxa de juros para 12% ao ano.

Um ponto de preocupação em 2009, segundo a economista, deve ser o campo fiscal. O governo deve perder receitas em função da menor atividade, mas ainda não acena com redução nas despesas para fazer o ajuste de caixa. Com isso, o superávit primário deve ser menor.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional apresentou o cronograma de leilões de títulos para o mês de janeiro. No período, estão previstos vencimentos de títulos no montante de R$ 90 bilhões, sendo R$ 86,5 bilhões de ativos com rentabilidade prefixada.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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