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Em dia de ajuste Bovespa perde 6,45%; queda no mês passa de 16%

SÃO PAULO - Dos quatro pregões realizados nesta semana, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não registrou alta em nenhum. Com isso, o índice encerra o período acumulando perda de 12,68%.

Valor Online |

No mês, a queda está em 16,12%. E no ano a desvalorização é de 51%.

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou com baixa de 6,45%, aos 31.250 pontos, menor pontuação desde 27 de outubro, quando o índice ficou abaixo dos 30 mil. O giro financeiro somou R$ 3,70 bilhões.

Segundo o analista de investimentos da Spinelli Corretora, Jayme Alves, a sexta-feira foi um dia de ajuste, principalmente em função das perdas de ontem do índice Dow Jones, que caiu ao menor nível em cinco anos e meio, e do S & P 500, que fechou com a menor pontuação em mais de 11 anos.

Esse ajuste foi intensificado por mais um dia de instabilidade em Wall Street, onde segue a preocupação com o futuro das montadoras e o setor financeiro continua perdendo valor. O foco recaiu, mais uma vez, sobre o Citigroup em meio aos rumores sobre a venda ou intervenção estatal na instituição.

Depois de oscilar entre ganhos e perdas durante todo o pregão, com cerca de meia-hora para o encerramento dos negócios, o Dow Jones subia 4,65%, e o S & P 500 ganhava 3,37%. O impulso final do dia veio com notícias sobre nomeações de cargos importantes para o governo de Barack Obama. A expectativa é de que a equipe seja anunciada na segunda-feira.

De acordo com Alves, os investidores no Brasil e no mundo ainda não têm uma noção sobre a gravidade da crise e como isso vai impactar o lucro das empresas. Para o quarto trimestre, o especialista aponta que a valorização do dólar vai continuar pesando sobre o resultado das empresas brasileiras, assim como a redução dos estoques.

O analista explica que a primeira medida que as empresas tomam em um momento de crise é reduzir os estoques, o que dificulta a percepção de demanda. " Feito esse ajuste e tendo uma noção mais clara do nível de demanda será possível fazer uma previsão de resultados mais clara para o ano que vem. "
No âmbito corporativo, o destaque do dia fica com a ação ON do Banco Nossa Caixa. O papel foi o terceiro mais negociado, registrando alta de 22,80%, para R$ 63,00. Ontem, o Banco Brasil fechou a compra do banco por R$ 5,386 bilhões, avaliando a estatal paulista em R$ 70,63 por ação. Já o papel ON do BB desabou 14,33%, para R$ 11,41.

Ainda no setor, queda de 9,64%, para Bradesco PN, que fechou a R$ 19,39. Itaú PN caiu 7,97%, para R$ 20,76, enquanto as units do Unibanco desvalorizaram 9,12%, para R$ 11,35.

Puxando as perdas, Petrobras PN caía 8,70%, para R$ 16,89, mesmo depois de a estatal anunciar nova descoberta de óleo leve na bacia do pré-sal no Espírito Santo.

Baixa acentuada também para o ativo PNA da Vale, que recuou 7,77%, para R$ 20,75. Avaliando a mudança de cenário e os resultados da mineradora no acumulado do ano, a Brascan Corretora revisou suas projeções para os papéis da companhia. A recomendação segue " outperform " , mas o preço justo caiu de R$ 70,15, para R$ 52,07, o que representa um potencial de alta mais de 140%, sobre o fechamento de hoje.

Ainda na ponta vendedora, Gol PN desabou 18,19%, para R$ 7,51. Gafisa ON caiu 14,78%, para R$ 6,86. VCP PN, Lojas Renner ON, TAM PN, Rossi ON e Sadia PN perderam mais de 11% cada. Baixa de 10%, para Redecard ON, que fechou a R$ 22,50.

No lado oposto, Souza Cruz ON aumentou 6,60%, para R$ 49,10, AmBev PN subiu 4,20%, para R$ 105,30, e Perdigão ON ganhou 3,53%, para R$ 31,90.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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