RIO - O Brasil tinha no ano passado 60,1 milhões de arranjos familiares no ano passado, dos quais 39 milhões eram compostos por casais. Desses, em apenas 38,6% dos casos ambos os cônjuges estavam trabalhando e tinham rendimento do trabalho.

Os dados constam da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A análise do diferencial entre o rendimento do cônjuge e o do responsável mostra que a mulher cônjuge ganha menos que a pessoa de referência em 73,8% dos casos. Nos casos em que a pessoa de referência na casa é a mulher, o homem cônjuge apresentava rendimento do trabalho superior em 73,7% dos casos.

"Tal resultado pode sugerir que a indicação de pessoa de referência da família não está mais tão ligada ao papel de principal provedor, como no passado ainda recente", diz o IBGE.

A pesquisa mostra ainda que os homens, independentemente de estarem na condição de pessoa de referência ou cônjuge, continuam tendo taxas de ocupação superiores a todos os membros da família. Quando os homens são a pessoa de referência, a taxa de ocupação masculina era de 82,7% no ano passado, contra 84,3% em 1997. Quando a pessoa de referência era mulher, a taxa de ocupação do cônjuge era de 81,5%, contra 78,2% em 1997.

Já no caso das mulheres, quando a pessoa de referência era do sexo masculino, a taxa de ocupação do cônjuge era de 53,4% no ano passado, contra 47,3% em 1997. Quando a mulher era a pessoa de referência, a taxa de ocupação feminina pulou de 52% em 1997 para 54,6% no ano passado.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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