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O pior acidente da história da Petrobrás ocorreu na madrugada de 15 de março de 2001, após três explosões sucessivas em um tanque de óleo e gás da plataforma P-36, instalada no Campo do Roncador, litoral norte fluminense. Ao todo, 11 funcionários morreram.

A empresa chegou a montar uma megaoperação de resgate da plataforma, mas não teve sucesso: cinco dias depois, a estrutura de 40 mil toneladas estava no fundo do mar. Na época, era a maior e mais avançada plataforma semi-submersível do mundo.

De acordo com relatório conjunto emitido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pela Marinha, a principal causa das explosões foi um problema no fechamento de uma válvula. Os técnicos também apontaram erros de manutenção e deficiência no projeto da plataforma.

No ano seguinte à tragédia, dois acidentes mataram cinco operários. O primeiro, em julho, ocorreu na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Dois homens que trabalhavam na manutenção de uma das tubulações de combustível foram carbonizados. Em setembro de 2002, três petroleiros morreram em uma explosão ocorrida num duto de transferência de gás natural da Petrobrás, em Candeias, a cerca de 70 quilômetros de Salvador.

O último acidente fatal foi registrado em 12 de abril. O auxiliar de plataforma Evandro Pereira Dias, de 34 anos, morreu na plataforma P-17, localizada na Bacia de Campos, no Rio, depois que a cesta metálica de um guindaste caiu sobre sua cabeça. Dias era funcionário de uma empresa que prestava serviços para a Petrobrás, mas trabalhava na plataforma havia nove anos.