Protagonista da maior oferta pública da história da Bovespa, a OGX - braço de petróleo e gás do grupo de Eike Batista - perdeu R$ 3,5 bilhões em valor de mercado desde seu ingresso na Bovespa, em 13 de junho.

Mesmo assim, a petroleira, que tem como único ativo as áreas exploratórias arrematadas no 9º leilão da ANP, representa hoje, em valor de mercado, 7,21% da Petrobrás, cotada em R$ 436,7 bilhões, ou pouco mais de US$ 170 bi. Já a estreante OGX atinge R$ 31,5 bilhões.

A OGX fez sua estréia batendo recordes e, com valor de R$ 35 bilhões, apossou-se do 12º lugar no ranking das maiores companhias de capital aberto brasileiras. Ao longo do mês passado, as ações da empresa de Eike, que já iniciaram sua trajetória na Bovespa com a extraordinária cotação de R$ 1,131,00, continuaram subindo. Isso tudo sem furar um só poço de petróleo.

O revés do idílio da empresa de Eike com o mercado começou esta semana. Na quarta-feira, quando o Índice Bovespa registrou sua terceira maior desvalorização do ano, com queda de 3,61%, a OGX caiu 13,24%. Nos quatro primeiros dias de julho, a empresa acumulou baixa de 19,9%.

A perda é atribuída pelo mercado à saída de investidores estrangeiros, que compõem mais de 60% do grupo de tomadores das ações da empresa. "Saiu quem tem mão mole. Os fundamentalistas ficaram", disse uma fonte ligada à OGX, ao confirmar a saída de parte dos estrangeiros. Mas atribui a queda a um reflexo do movimento global das bolsas. "O mercado no mundo inteiro está derretendo. A perda da OGX foi apenas na parcela negociada que estava acima da linha d''água. A empresa arrecadou um recorde no mercado, no topo do nível de oferta. É claro que esta situação atual se reverte", aposta.

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