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Elite política francesa apóia diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn

A elite política francesa deu nesta segunda-feira seu apoio ao diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, cujo posto está ameaçado por uma investigação sobre um possível caso de favorecimento, ligado a um relacionamento com uma subordinada.

AFP |

Strauss-Kahn e Piroska Nagy, uma ex-alta funcionária de origem húngara do Departamento África do FMI, ambos casados, haviam trocado mensagens de correio eletrônico sobre a possibilidade de uma relação íntima, que se concretizou durante uma conferência na Europa, segundo o jornal financeiro americano Wall Street Journal.

Os investigadores se perguntam se Strauss-Kahn dispensou um acordo com Nagy e se a retribuição que a funcionária cobrou para deixar a instituição correspondia ao seu posto na hierarquia, acrescenta o informe.

O FMI confirmou a abertura da investigação.

Na França, a opinião pública é benevolente com a vida privada dos políticos e, ao contrário de Estados Unidos ou Grã-Bretanha, a imprensa não se intromete nela.

Isso parecia se refletir nas reações à informação e nas declarações dos políticos.

O ex-primeiro-ministro socialista Michel Rocard "descartou completamente" que o diretor do FMI tenha cometido abuso de poder.

"Se a investigação mostrar que não cometeu abuso de poder, nada acontecerá, tudo ficará normal e ninguém pensará em estabelecer uma moral ao estilo da sharia islâmica aos funcionarios do FMI", explicou o ex-primeiro-ministro.

O chanceler francês, Bernard Kouchner, questionou as razões da investigação, considerando que aqueles que a exigiram poderiam ter más intenções.

"O caso chega em mal momento", ressaltou Kouchner à rede de TV France 2. "Além disso, pergunto-me por que isso acontece" quando "precisamos tanto de Dominique Strauss-Kahn", acrescentou.

Neste final de semana, o porta-voz do governo francês, Luc Chatel, defendeu a gestão de Strauss-Kahn ao afirmar que se manteve "à altura dos acontecimentos" durante a crise financeira internacional.

O diretor-gerente do FMI "assumiu plenamente seu papel nas últimas semanas" e mostrou que "era o homem da situação", ressaltou o porta-voz do governo.

O primeiro-secretário do Partido Socialista, do qual Strauss-Kahn é uma figura eminente, François Hollande, declarou que não quer acrescentar "rumores aos rumores".

"Todo mundo reconhece que é um bom diretor do FMI (...) Vamos deixar os controles da instituição funcionar", acrescentou.

"É uma personalidade reconhecida. Tenho confiança nele", ressaltou o ex-ministro socialista Jack Lang.

A reação mais fria foi a da ex-candidata presidencial e rival de Strauss-Kahn na pré-candidatura às últimas eleições presidenciais, Ségolene Royal, que manifestou sua confiança que, "pela reputação" da França, seja "inocentado".

A esposa de Strauss-Kahn, Anne Sinclair, uma conhecida jornalista francesa, ressaltou no domingo que ela e seu marido se amam "como no primeiro dia" e que a página desse episódio "foi virada".

Ministro da Economia em governos socialistas anteriores e um dos principais líderes do Partido Socialista francês, DSK como o chamam na França, foi nomeado diretor do FMI com a indicação do presidente francês, o conservador Nicolas Sarkozy, em setembro de 2007.

bur/dm

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