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Eliminação de empregos nos EUA cresce nos últimos 4 meses

Nova York, 3 set (EFE).- As empresas dos Estados Unidos anunciaram entre maio e agosto a eliminação de 377. 325 empregos, 30% a mais do que nos quatro primeiros meses do ano e o número mais alto desde 2002, segundo dados da consultoria Challenger, Gray & Christmas divulgados nesta quarta-feira.

EFE |

Entre janeiro e abril, os cortes de postos de trabalho chegaram a 290.671.

Os dados correspondentes a agosto foram mais favoráveis do que em julho, tanto que no mês passado foram anunciados cortes de 88.736 empregos, queda de 14% em relação ao sétimo mês do ano.

No entanto, o resultado de agosto é 12% superior ao do mesmo mês de 2007 e é a sétima vez consecutiva que o corte mensal supera os números do ano anterior.

John Challenger, executivo-chefe da consultoria, disse em nota à imprensa que o ritmo de eliminação de emprego observado nestes meses de verão era algo que não se via desde 2002, quando os EUA ainda enfrentavam os efeitos da recessão de 2001 e dos atentados terroristas de 11 de Setembro.

Entre os setores que mais contribuíram para a elevação da quantidade de cortes de empregos no verão, está o automobilístico, em que foram anunciadas reduções de um total de 17.233 empregos, e o setor público, explicou Challenger.

Por outro lado, o setor financeiro mostrou uma tendência mais propícia, e as companhias anunciaram cortes de até 2.182 postos de trabalho em agosto, comparado com uma média de 14.396 empregos nos sete primeiros meses.

Challenger explicou que ainda é muito cedo para concluir se essa melhoria dos indicadores marca uma mudança de tendência no setor.

O executivo acrescentou que o setor financeiro continua dando sinais de fragilidade e que um possível colapso dos bancos hipotecários Freddie Mac e Fannie Mae poderia gerar outra onda de demissões em massa.

Challenger também advertiu que o setor de companhias aéreas, o automobilístico e o comércio varejista poderiam anunciar mais cortes de emprego nos próximos meses.

Neste ano, as empresas americanas anunciaram planos para eliminar 667.996 postos de trabalho, 29% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

A Challenger, Gray & Christmas destacou que, se o ritmo observado até agora continuar, as demissões superarão em outubro o número total de 2007 e poderá passar de um milhão pela primeira vez desde 2005.

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