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Eletronuclear indicará local para usina no NE

A Eletronuclear, estatal que tem o monopólio da geração de energia nuclear no País, deve concluir até o fim do semestre estudo que indicará os locais, no Nordeste, que poderão receber futuras usinas nucleares. A previsão foi feita ontem pelo presidente da empresa, Othon Luiz Pinheiro da Silva, ao chegar para audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.

AE |

A Eletronuclear, estatal que tem o monopólio da geração de energia nuclear no País, deve concluir até o fim do semestre estudo que indicará os locais, no Nordeste, que poderão receber futuras usinas nucleares. A previsão foi feita ontem pelo presidente da empresa, Othon Luiz Pinheiro da Silva, ao chegar para audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara. "Até o fim do semestre já concluímos", disse. Segundo ele, a empresa entregará ao governo um "cardápio" com mais de um local possível para a construção de duas usinas, de 1 mil megawatts (MW) cada. Caberá ao governo definir localizações e enviar projeto de lei ao Congresso para a construção das centrais. As usinas ficarão às margens do Rio São Francisco, pois os reatores necessitam de água para se refrigerar. A questão é a definição dos Estados que receberão os empreendimentos. Nos bastidores, governadores da região disputam o investimento, estimado em US$ 8 bilhões. Segundo fontes do governo, quatro Estados estão à frente: Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. A Eletronuclear está construindo a usina de Angra 3, no Rio de Janeiro. Só esse projeto de central nuclear consta do Plano Decenal de Energia Elétrica divulgado esta semana pelo governo, que lista investimentos a serem feitos até 2019. Mas, segundo a Eletronuclear, o fato de as usinas nordestinas não estarem no plano não significa que foram descartadas. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a indicação para a construção das usinas do Nordeste consta do Plano Nacional de Energia (PNE), que trata da expansão do setor elétrico até 2030. A audiência realizada ontem na para debater o programa de energia nuclear foi marcada por troca de provocações e bate-boca entre representantes da Eletronuclear e de ONGs que se opõem a esse tipo de usina.

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