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RIO - A Eletrobrás espera conseguir com o Banco Mundial um empréstimo de US$ 500 milhões para ajudar no processo de reestruturação das distribuidoras de energia federalizadas e na reformulação da própria companhia. O presidente da estatal, José Antonio Muniz Lopes, ressaltou nesta sexta-feira que há um mês a empresa captou US$ 600 milhões para contribuir com esse processo, mediante financiamento de organismos internacionais.

Para o executivo, a crise financeira global não deve ser um empecilho ao empréstimo pretendido, uma vez que o Banco Mundial não deve ser afetado pela turbulência. Ele acrescentou que a crise também não deve atrapalhar os projetos de geração das controladas - casos das usinas de Santo Antonio e Jirau -, uma vez que a expectativa é que o caixa das empresas banque a maior parte dos investimentos.

"Ainda não avaliamos profundamente, mas o nosso caixa não depende muito dessas questões (ligadas a crise). Para os projetos em andamento, não teremos dificuldades em arcar com os compromissos", frisou Muniz Lopes, que participou de seminário na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O executivo espera ainda a edição de uma medida provisória para organizar a gestão dos sistemas isolados até a sua ligação com o Sistema Interligado Nacional (SIN), prevista para 2012.

"A medida provisória deve arrumar os ônus e bônus que hoje não estão bem distribuídos. Essa questão também será fundamental para reduzir custos e ajudar na reestruturação da Eletrobrás e das federalizadas", afirmou ele, lembrando que em 2007 os sistemas isolados causaram perdas de R$ 1,2 bilhão à Eletrobrás.

Muniz Lopes revelou ainda que será definido em outubro o local da quarta usina nuclear brasileira, que será construída no Nordeste, com capacidade de gerar 1 mil MW de energia. Ele também informou que a empresa já cumpriu todos os requisitos exigidos pela Securities Exchange Comission (SEC) para a emissão de ADRs nível 2 na Bolsa de Valores de Nova York e que agora o lançamento depende do órgão americano.

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