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RIO - A Eletrobrás espera obter ainda este ano autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN) para ter acesso aos recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para uso nas obras da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro. O presidente da estatal, José Antônio Muniz Lopes, frisou que as obras vão começar no mês que vem, assim que o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovar o contrato feito pela empresa e a prefeitura de Angra dos Reis der as licenças para instalação do empreendimento.

Como se trata de um empreendimento 100% estatal, controlado pela Eletronuclear - subsidiária da Eletrobrás - a concessão do crédito pelo BNDES depende de autorização especial do CMN para descontingenciamento. O pedido ao banco de fomento já foi feito e o presidente da estatal, José Antônio Muniz Lopes, destacou que o objetivo da companhia é conseguir o teto de 70% do valor do investimento, o que representa cerca de R$ 4,5 bilhões dos R$ 7,5 bilhões estimados como custo do projeto.

"Podemos conseguir 70%, mas também pode ser que o BNDES aprove um percentual menor. Precisamos mesmo é da autorização do CMN", explicou Astrogildo Quental, diretor financeiro e de relações com investidores da Eletrobrás.

Além do desembolso previsto do BNDES, a estatal espera captar R$ 1,8 bilhão no mercado, enquanto o restante do dinheiro necessário virá do caixa da própria Eletrobrás. A usina de Angra 3 terá capacidade de gerar 1.350 megawatts e deverá entrar em operação em 2014.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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