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O presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, disse hoje que a estatal deverá entrar na disputa pela concessão das cinco hidrelétricas que o governo pretende construir no Rio Parnaíba, na divisa dos Estados do Piauí e Maranhão. Trata-se das usinas de médio porte cuja potência total é de 560 megawatts.

O presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, disse hoje que a estatal deverá entrar na disputa pela concessão das cinco hidrelétricas que o governo pretende construir no Rio Parnaíba, na divisa dos Estados do Piauí e Maranhão. Trata-se das usinas de médio porte cuja potência total é de 560 megawatts. "Vou recomendar ao Conselho da Eletrobras que a Chesf seja a empresa escolhida para participar desse projeto." A Chesf é a subsidiária da Eletrobras para a Região Nordeste e já está envolvida em outros projetos na região. A expectativa de Muniz é de que a licitação das cinco usinas seja feita ainda este ano. <p><p>Muniz confirmou que pelo menos até ontem à noite apenas um consórcio interessado no projeto da usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), contatou a Eletrobras para fazer parceria com a estatal. Trata-se do consórcio liderado pela Andrade Gutierrez e que tem como sócios a Neoenergia, Vale e Votorantim. A expectativa é de que outro consórcio já anunciado, liderado pela Odebrecht e Camargo Correa, também feche parceria com a estatal. Foi justamente para dar mais tempo às negociações que a Eletrobras prorrogou para 7 de abril o prazo para solicitação de sociedade com suas empresas. "Até ontem à noite só o consórcio da Andrade se inscreveu para conversar conosco". <p><p><b>Apagão</b><p><p>O presidente da Eletrobras questionou o relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que embasou multa de R$ 53,7 milhões contra Furnas, por falhas de manutenção que teriam contribuído para o blecaute que atingiu 18 Estados em novembro passado. "Achamos que não está muito bem explicado. Furnas faz um trabalho de operação do sistema que está nos melhores padrões nacionais e internacionais", afirmou Muniz.<p><p>Ele reiterou que Furnas, que é uma subsidiária da Eletrobras, vai questionar o relatório e disse que não há restrições para o plano de investimentos da empresa. "Não deixamos de investir em manutenção. Se alguma coisa não foi feita é porque não era prioritário", disse Muniz, após reunião do Conselho de Administração da empresa, que avaliou o balanço contábil de 2009, que será divulgado hoje à noite.
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