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Eleições nos EUA apontam novo futuro para a TV

Eleições nos EUA apontam novo futuro para a TV Por Filipe Serrano São Paulo, 12 (AE) - A apuração dos votos na eleição norte-americana estava apenas começando na noite de terça-feira quando o âncora Wolf Blitzer da emissora CNN chamou a repórter Jessica Yellin, que estava em Chicago, para dentro do estúdio em Nova York. A imagem de Jessica era capturada por 35 câmeras de alta definição e teletransportada para o estúdio com efeitos parecidos com hologramas dignos dos clássicos de ficção científica Jornada nas Estrelas e Guerra nas Estrelas.

Agência Estado |

O efeito gráfico é inédito na televisão mundial, mas essa não é a única tecnologia a ir ao ar nesta eleição. Durante as primárias, a mesma emissora começou a utilizar uma tela sensível ao toque com recursos multitouch, como o iPhone. Os apresentadores davam zoom com os dedos em um mapa dos Estados Unidos mostrando os resultados em cada Estado ou condado norte-americano. Uma tela bastante parecida já é usada nas terras brasileiras também, aos domingos no Fantástico - só que totalmente interativa.

Outras emissoras dos EUA buscaram inovar. A rede ABC colocou painéis gigantescos com os resultados das eleições na Times Square em Nova York. E a NBC montou um mapa do país em uma pista de patinação no gelo na Rockefeller Plaza. Luzes vermelhas ou azuis eram acendidas sob os Estados conforme o resultado fosse favorável para McCain ou Obama.

Por trás das inovações - que adicionam uma boa dose de entretenimento -, há um cenário em que a internet, à cada eleição, ganha um papel mais importante na cobertura.

Uma pesquisa do instituto Pew Research Center for the People & the Press, divulgada no dia 31, revelou que 33% dos norte-americanos acompanhavam notícias da campanha principalmente pela web.

A TV continua sendo o principal meio de informação, com 72%, mas a internet teve um crescimento enorme nos últimos 4 anos. Durante a eleição de 2004, apenas 10% dos norte-americanos diziam acompanhar as notícias pela internet, enquanto que a TV estava com 76% na mesma época.

"A mistura de mídia nestas eleições foi marcante. Agora não existem mais TVs e jornais separados da internet", diz o professor brasileiro Rosental Calmon Alves, do Knight Center for Journalism da Universidade do Texas. "A CNN pedia ao telespectador que assistisse à TV com o laptop no colo, porque no seu site poderia encontrar outras informações. A NBC estimulava as pessoas a fazer comentários pela internet e havia uma equipe para ler as mensagens no ar", continua.

As emissoras levaram inovações também para a web. A NBC criou um miniaplicativo (widget) com o mapa dos Estados Unidos, que qualquer pessoa poderia colar em seu site ou blog e ter os resultados atualizados a cada 20 minutos.

Já o jornal "Washington Post" usou dados de um mapa do Google Maps para mostrar, minuto a minuto, de quais cidades chegavam as fotos, notícias e posts de seus blogs publicados no site do jornal. "O holograma pode parecer rudimentar, mas é uma insinuação do que a televisão pode vir a ser no futuro", afirma Rosental Alves.

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