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Eleição joga Israel em novo impasse político

SÃO PAULO - Um dia depois das eleições, líderes políticos de Israel iniciaram negociações para tentar formar o próximo governo. O Kadima, partido da atual chanceler, a moderada Tzipi Livni, elegeu uma maioria apertada no Parlamento e tem poucas chances de conseguir atrair forças políticas suficientes para formar um governo de coalizão.

Valor Online |

Os partidos de direita e os religiosos conquistaram mais da metade das 120 cadeiras do Parlamento, o que favorece o direitista Benyamin Netanyahu, do Likud. Resultados preliminares dão ao Kadima 28 cadeiras e ao Likud, 27.

Os números oficiais devem sair no dia 18. A partir daí o presidente Shimon Peres terá uma semana para decidir qual dos dois candidatos convidará para formar um novo governo. Tradicionalmente, quem lidera a maior bancada tem a preferência. Mas, a menos que Livni consiga a proeza de convencer Netanyahu a apoiá-la ou, o que parece mais difícil, de atrair a extrema-direita israelense, Peres será forçado a chamar Netanyahu. Se isso acontecer será a primeira vez nos 60 anos da história de Israel que um vencedor de uma eleição será preterido. O Partido Trabalhista, de centro-esquerda, conseguiu apenas um quarto lugar.

Ontem, Avigdor Lieberman do partido de extrema-direita Yisrael Beiteinu - o terceiro mais bem votado no pleito de terça-feira - reuniu-se com Livni e com Netanyahu. Lieberman disse que ainda não formalizou apoio a nenhum dos lados, mas se mostrou inclinado a ficar com o ex-premiê Netanyahu. " Queremos um governo nacionalista. Queremos um governo direitista " , disse Lieberman.

Netanyahu liderou com folga durante meses as pesquisas. Mas quando o governo lançou a ofensiva militar contra o Hamas na Faixa de Gaza, no final do ano, Livni ganhou força eleitoral. Os 22 dias de ataques deixaram 1.300 palestinos e 13 israelenses mortos.

A conquista pelos partidos da direita de mais da metade do Parlamento afasta do horizonte esperanças de que Israel se mostre favorável a negociações de paz com os palestinos nos próximos anos. O governo do presidente Barack Obama - que defende a retomada do processo de paz - reagiu rápido ao impasse israelense e às possíveis implicações na questão palestina. " Certamente esperamos que o novo governo [israelense] continue buscando um caminho para a paz. Não vejo nenhuma razão para pensar que um novo governo faria algo diferente " , disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Wood.

Num editorial cético, o jornal britânico " Financial Times " classifica como um " paradoxo " o fato de que " embora a maioria dos israelenses queira uma solução negociada, o sistema eleitoral deles parece incapaz de forjar um governo capaz de obter um acordo. "
(Valor Econômico)

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