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O empresário Eike Batista admitiu ontem que a holding EBX pode ser a próxima empresa do grupo a abrir capital. Mas, ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto, ele foi reticente quanto ao prazo para a operação ocorrer.

O empresário Eike Batista admitiu ontem que a holding EBX pode ser a próxima empresa do grupo a abrir capital. Mas, ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto, ele foi reticente quanto ao prazo para a operação ocorrer. "Olhamos sempre para as oportunidades e estamos prontos para fazer isso. Mas não temos pressa, pois neste momento estamos executando outros projetos", afirmou, em apresentação de suas empresas a investidores estrangeiros durante o seminário "Invest in Rio", no The Plaza Hotel, em Nova York. Questionado se a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) poderia ocorrer ainda este ano, Eike desconversou sorrindo: "Quem sabe?" A ultima empresa de Eike a abrir o capital foi a OSX Brasil, em uma operação que ficou aquém da expectativa do mercado de movimentar quase R$ 10 bilhões. De acordo com dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o giro financeiro do IPO foi de R$ 2,82 bilhões. Ainda assim, a oferta foi a sétima maior de uma empresa na bolsa brasileira, sendo que a OGX Petróleo, também do grupo do empresário, consta em terceiro lugar, a MPX Energia, em nono e a MMX Mineração, em 12.º. Durante apresentação, Eike voltou a falar da importância da aproximação da China e do Brasil em investimentos no setor de petróleo. "A vinda do presidente da China ao Brasil em abril é um sinal de que os chineses estão entendendo a necessidade de ir para outros complexos industriais e de que eles percebem a importância do Brasil. Aliás, essa combinação de China e Brasil é extraordinária", disse. Siderúrgica. O empresário disse que os investimentos totais a serem feitos em uma das duas siderúrgicas do grupo no Porto do Açu, no litoral do Estado do Rio, será de US$ 5 bilhões até 2014. Tais investimentos partirão da EBX e do grupo siderúrgico chinês Wuhan, que será dono de 70% da usina. A unidade será construída no complexo industrial do Açu e deve produzir 5 milhões de toneladas de aço por ano até 2014. Segundo Eike, o complexo deve atrair de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões em investimentos totais até 2017. O empresário ressaltou, durante o evento, que o País precisa avançar mais em infraestrutura e que o Superporto do Açu representa um salto para resolver os gargalos que atrapalham o crescimento. "O Brasil vai crescer no mínimo 5% (ao ano) nos próximos 10 anos e tem condições de crescer como a China se desembaraçar os gargalos em infraestrutura", afirmou.
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