(corrige número de indenizados no sétimo parágrafo) Lima, 9 abr (EFE).- A Empresa de Geração Elétrica Amazonas Sul (Egasur), de capital brasileiro, solicitará dentro de duas semanas a prorrogação de um ano na concessão temporária para os estudos técnicos do megaprojeto de geração hidrelétrica Inambari, que vence em junho, informaram hoje os diretores da empresa em Lima.

(corrige número de indenizados no sétimo parágrafo) Lima, 9 abr (EFE).- A Empresa de Geração Elétrica Amazonas Sul (Egasur), de capital brasileiro, solicitará dentro de duas semanas a prorrogação de um ano na concessão temporária para os estudos técnicos do megaprojeto de geração hidrelétrica Inambari, que vence em junho, informaram hoje os diretores da empresa em Lima. A Egasur, um consórcio integrado pela Eletrobrás, Furnas e OAS, tem a concessão temporária para desenvolver estudos sobre esse projeto, que demandará um investimento de US$ 4 bilhões e gerará 2.200 megawatts de eletricidade, dos quais uma parte será vendida ao Brasil. A hidrelétrica Inambari, que será a quinta maior da América Latina, causou polêmica pelas características de sua construção, a quantidade de energia que gerará e sua proximidade ao frágil ecossistema do Parque Nacional Bahuaja Sonene, assim como pela quantidade de energia que será exportada ao Brasil em possível detrimento do mercado local. O presidente da Egasur, Evandro Miguel, explicou em entrevista coletiva em Lima que "o Brasil quer uma cota fixa por 30 anos" e ressaltou que o Governo peruano será responsável por defini-la. No entanto, Miguel indicou que "é possível que se consuma 50% de energia no Peru em 2015", por isso o excedente seria destinado ao Brasil. Por outro lado, os diretores do consórcio brasileiro assinalaram que o objetivo de solicitar o adiamento da concessão temporária, que vence em 23 de junho, é reforçar o diálogo social com as populações que serão afetadas pelo projeto e evitar eventuais conflitos sociais. O projeto, que compreende a construção em quatro anos de uma grande represa e a instalação e operação de uma central hidrelétrica de alta tecnologia no rio Inambari, implica a remoção de 3.400 pessoas, que serão indenizadas. Sobre o montante total das indenizações, o presidente da Egasur indicou que se aproximam dos US$ 200 milhões. EFE wat/ma
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.