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Efeito Sarah Palin faz McCain subir nas pesquisas nos EUA

WASHINGTON - O senador John McCain voltou a abrir uma pequena vantagem sobre seu adversário na corrida presidencial americana, o senador Barack Obama, de acordo com dois institutos de pesquisa que foram a campo nos dias seguintes à convenção nacional do Partido Republicano que sacramentou a candidatura de McCain, na semana passada.

Valor Online |

De acordo com o Gallup, o candidato republicano ganhou seis pontos percentuais depois da convenção e agora tem 49% das intenções de voto. Obama, candidato do Partido Democrata, que na semana anterior também havia dado um salto nas pesquisas nos dias que se seguiram à convenção do seu partido, agora está com 44% no Gallup. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.

Pesquisa feita pelo instituto Rasmussen diz que McCain está com 48% dos votos, um ponto a mais do que Obama. Como o Gallup, o Rasmussen monitora diariamente milhares de eleitores com entrevistas por telefone. Qualquer eleitor registrado pode participar, mesmo que não planeje votar no dia da eleição, em novembro. O voto não é obrigatório nos Estados Unidos.

Pesquisas feitas com outras metodologias têm apresentado resultados diferentes, em geral indicando um empate entre os dois rivais. Levantamento divulgado ontem pelo jornal The Washington Post e pela rede de televisão ABC sugere que McCain tem 49% dos votos e dois pontos de vantagem sobre Obama, considerando apenas os eleitores que se declararam inclinados a votar em novembro.

Os números podem variar, mas todas as pesquisas sugerem que os ganhos obtidos por Obama com a sua convenção viraram fumaça em poucos dias. A pesquisa do Washington Post e da ABC indica que McCain cresceu especialmente no eleitorado feminino, o que pode ser um efeito da escolha de sua candidata a vice-presidente, a governadora do Alasca, Sarah Palin, que foi recebida com enorme entusiasmo pela ala mais conservadora das bases republicanas.

Historicamente, nas eleições presidenciais americanas os candidatos sempre dão um salto nas pesquisas depois das convenções dos partidos, festas grandiosas que garantem horas de exposição favorável na televisão e mantêm os adversários ofuscados por vários dias. Mas nem sempre a vantagem alcançada dessa maneira se sustenta.

Encerradas as convenções partidárias, a campanha presidencial entra agora numa etapa decisiva que durará menos de dois meses. Pela primeira vez McCain e Obama se enfrentarão em debates na televisão. Eles terão três encontros neste e no próximo mês. Também haverá um debate entre os dois candidatos a vice-presidente, Palin e o senador democrata Joe Biden, companheiro de chapa de Obama.

As pesquisas feitas nos últimos dias captam o efeito imediato das convenções partidárias, mas os especialistas acham precipitado identificar tendências muito duradouras nesses números e preferem esperar algumas semanas para avaliar melhor seu impacto sobre o eleitorado. A maioria, assim como os estrategistas dos dois candidatos, aposta que a disputa entre McCain e Obama continuará bem apertada até o dia da eleição.

(Ricardo Balthazar | Valor Econômico)

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