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Efeito de juros afeta comércio em julho, diz IBGE

RIO - A queda de 0,2% das vendas do comércio varejista em julho frente a junho já reflete o efeito dos aumentos da taxa básica de juros pelo Banco Central ao longo do ano, apontou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, na avaliação da instituição, a tendência de desaceleração observada pela média móvel trimestral pode não se confirmar, uma vez que os prazos para financiamento no comércio não foram reduzidos.

Valor Online |

"O aumento da classe média no país traz uma demanda reprimida muito grande. A tendência de desaceleração, como mostra a média móvel, pode ser muito lenta se não se mexer no número de prestações", ressaltou o coordenador de serviços e comércio do IBGE, Reinaldo Pereira, acrescentando que o consumidor brasileiro tem a peculiaridade de olhar para o peso da prestação no orçamento, ao invés de calcular o quanto de juros será pago.

A queda no volume de vendas em julho foi o primeiro recuo desde fevereiro, quando o índice teve baixa de 0,9% frente ao volume de vendas de janeiro. Já a média móvel trimestral passou de 0,84% em junho para 0,63% em julho, na segunda desaceleração seguida.

A inflação também teve peso no resultado de julho, uma vez que o grupo hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo - o de maior participação no índice fechado - registrou queda de 0,2% no volume de vendas, enquanto a receita frente a junho subiu 0,6%, na mesma direção da receita do comércio varejista como um todo, que avançou 0,5%.

Para Reinaldo Pereira, o efeito deste aumento de preços em julho pode não ter efeito prolongado, uma vez que, desde então, os índices de inflação têm seguido uma tendência mais comportada. Além disso, Pereira explica que ainda não há garantias de que a crise internacional vá ter efeito na economia real brasileira, enquanto o calendário eleitoral garante a injeção de mais dinheiro na economia, o que acaba contribuindo para o aumento da demanda.

"A inflação já arrefece e com isso diminui a possibilidade de aumento dos juros. Pode ser que o BC não precise aumentar a taxa na próxima reunião ou então que o aumento seja menor", ponderou Pereira.

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