Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Efeito calendário afeta índices da indústria em 10 estados em maio, mostra IBGE

RIO - O efeito calendário, que deixou o mês de maio deste ano com dois dias úteis a menos que igual período do ano passado, foi o principal causador da piora da produção industrial em 10 das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Produção Industrial Mensal - Produção Física Regional, apenas Amazonas, Pará, Rio de Janeiro e Paraná tiveram desempenho melhor na comparação maio deste ano com maio de 2007 do que na comparação abril deste exercício com abril do ano passado.

Valor Online |

A produção industrial paranaense subiu 14% em maio na comparação com mesmo mês do ano passado, depois de avançar 10% em abril. O estado teve a segunda maior contribuição para o índice geral do país, que subiu 2,4%. O principal destaque na indústria do estado foi o setor de edição e impressão, seguido por caminhões, carnes de aves, rações, óleo de soja, embalagens e bens de capital.

O setor de edição e impressão foi beneficiado especialmente pela produção de livros didáticos , ressaltou André Macedo, economista da coordenação de indústria do IBGE.

Entre os outros estados que apresentaram aceleração entre abril e maio, o Rio de Janeiro se beneficiou do aumento de 15,3% na produção de veículos automotores e de 5,2% nas indústrias extrativas, enquanto o Amazonas registrou crescimento de 18,7% em outros equipamentos de transporte, com impulso importante na fabricação de motocicletas. Já o Pará teve crescimento de 12,4% no setor de celulose e papel e de 4,2% nas indústrias extrativas.

Apesar de ter desacelerado de 14,9% em abril para 6,6% em maio, na comparação com igual mês do ano anterior, São Paulo continuou sendo a principal alavanca de alta para a produção nacional. Os principais impactos no estado, que representa cerca de 40% de toda a indústria brasileira, foram de outros equipamentos de transporte, com alta de 28,8% puxada pelo setor aeronáutico; veículos automotores, com avanço de 5,9%; e celulose e papel, com crescimento de 2,4%. O IBGE destacou ainda os segmentos de celulares e aparelhos de comunicação, bens de capital industriais, óleo diesel e gasolina.

Nos demais estados, apenas Ceará, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram queda da produção industrial em maio na comparação com igual mês de 2007. O maior impacto negativo ficou com o recuo de 4,7% na indústria gaúcha, resultado influenciado pela indústria do fumo, que caiu 21,3% no país e 28,3% somente no Rio Grande do Sul. De acordo com Isabella Nunes, gerente de análise e estatísticas derivadas do IBGE, houve um deslocamento na negociação da matéria-prima com as indústrias, que este ano aconteceu antes do mês de maio, trazendo impactos para a comparação entre iguais meses de anos diferentes.

Outro destaque negativo no Rio Grande do Sul foi a parada de uma importante indústria petroquímica. Em Santa Catarina, as más notícias ficaram por conta dos setores de refrigeradores e compressores, madeiras, vestuário e alimentos, além de uma retração de 1,8% em veículos automotores.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG