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Educação e integração marcam Fórum Econômico Mundial na Colômbia

Fernando Muñoz. Cartagena (Colômbia), 8 abr (EFE).

EFE |

Fernando Muñoz. Cartagena (Colômbia), 8 abr (EFE).- A educação como ferramenta para superar a delinquência e a integração da América Latina foram os temas que centraram a discussão dos presidentes presentes no Fórum Econômico Mundial (FEM) para a América Latina 2010, que terminou hoje em Cartagena de Indias (Colômbia). Os cinco líderes que estiveram no FEM também expressaram sua rejeição à corrida armamentista na América Latina, especialmente após o anúncio de compras de armas da Rússia pela Venezuela. O presidente da Colômbia e anfitrião do fórum, Álvaro Uribe, abriu o debate sobre a integração e disse que "pensar na unidade das Américas sem os Estados Unidos e o Canadá é um erro", em alusão à última cúpula do Grupo do Rio, realizada em Cancún (México). Na ocasião foi apresentada a possibilidade de criação de um grupo integrador do continente americano sem esses dois países. Sobre a integração latino-americana, Uribe afirmou que deve começar com a fusão da Comunidade Andina de Nações (CAN) e o Mercosul e falou sobre o enfraquecimento do bloco andino (formado por Bolívia, Colômbia, Equador e Peru). "O que divide na Comunidade Andina ajudará a reunificarmos na medida em que todos nos integremos com o Mercosul", afirmou, ao ressaltar o papel que a Colômbia pode ter como ponte entre a América do Sul e a Central. Em resposta, o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, disse que os EUA se esqueceram da América Latina e criticou o pouco apoio que Washington dá aos países do sul para combater o flagelo do narcotráfico. "Na América Latina gostamos muito dos EUA, mas os EUA se esqueceram de nós", se lamentou. Por isso, Martinelli pediu aos líderes da região que tenham "uma política mais ativa com os EUA" e disse que as perspectivas da América Latina serão mais encorajadoras quando terminar a ampliação do Canal do Panamá, previsto para 2014. Já o presidente paraguaio, Fernando Lugo, afirmou que seu país e a vizinha Bolívia são as nações latino-americanas que apresentam as maiores desvantagens frente à integração regional por não terem saída para o mar. Lugo disse também que deve ser mudado o paradigma da América Latina sobre o desafio da "brecha escandalosa entre a classe poderosa e a classe pobre". Neste sentido, disse que "a educação é peça-chave para construir uma sociedade mais equitativa", mas uma educação transformada e com outros objetivos. O guatemalteco Álvaro Colom concordou em que a educação é uma ferramenta para conseguir "desenvolvimento e produtividade e, assim, maior equidade". Como fórmula de integração, propôs a "harmonia maia", com uma visão aberta que respeite as diferenças e potencialize as similaridades sobre a plataforma da cultura e a história comum. O presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, recebeu vários elogios por seu papel de mediador nas crises regionais e por sua liderança nos apoios a seu vizinho Haiti após o devastador terremoto de 12 de janeiro. "Não é só uma recuperação em termos de uma infraestrutura física, também tem muito a ver com a governança, com a criação de um Estado de direito, um sistema transparente que inspire confiança", disse Fernández, que pediu para o Haiti "um plano e uma visão de futuro em termos de desenvolvimento econômico". O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, afirmou que, graças à liderança de Fernández, foram superadas as tensões históricas entre dominicanos e haitianos e que os custos para reconstruir o Haiti representam 120% do Produto Interno Bruto (PIB) do país caribenho. Uma das conclusões do debate foi que o Haiti não só necessita ajuda para reconstruir sua infraestrutura, mas apoio para transformar os pilares de sua sociedade, criar uma liderança crível e um sistema transparente e viável em termos de desenvolvimento. EFE fer/pd
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