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Editores latino-americanos advertem que revistas devem se adequar à internet

Bogotá, 1 nov (EFE).- Os editores de várias revistas latino-americanas advertiram hoje na inauguração de um seminário do setor em Bogotá que as publicações devem fortalecer cada vez mais suas edições eletrônicas como fórmula para sobreviver perante o retrocesso da imprensa escrita.

EFE |

Os responsáveis das revistas participam do 2º Seminário Internacional de Edição Profissional para Revistas e Publicações Seriadas, que acontece na capital colombiana até a próxima segunda-feira com a participação de representantes do Peru, México, Argentina e Colômbia.

"A grande pergunta das revistas é o que vai acontecer com a internet, que vai assumir o papel principal", declarou à Agência Efe Guillermo Osorno, diretor da revista "Gatopardo", com sede no México.

Osorno lembrou que faz há pouco tempo a edição em papel do veterano jornal americano "Christian Science Monitor" desapareceu.

"Os jornais podem se adequar às mudanças com suas edições eletrônicas, mas com as revistas nunca se sabe porque os trabalhos que publica são em essência trabalhos extensos, ao contrário da internet que publica temas breves. Mas é preciso fazer alguma coisa", disse.

O diretor do "Gatopardo" manifestou que uma das estratégias que sua revista está analisando é "usar vídeos" para estimular sua edição on line.

Enquanto isso, Daniel Titinger, até pouco tempo atrás diretor de "Etiqueta Negra", do Peru, afirmou que o entorno ideal das revistas é o papel, já que permite "uma imagem impecável".

Titinger disse que há vários anos não havia grandes espaços na imprensa do Peru e de outros países latino-americanos para crônicas e grandes reportagens.

Acrescentou que esse vazio foi preenchido pelas revistas como "Etiqueta Negra", fundada pelo escritor Julio Villanueva Chang, assim como a "Gatopardo", que permitiram conhecer o trabalho narrativo de vários jornalistas da região.

O jornalista peruano se referiu à formação profissional dos editores e explicou que em seu caso prestou "uma espécie de serviço militar em um jornal" onde aprendeu a trabalhar "depressa e sob pressão".

Acrescentou que por isso agora tenta "desaprender e ensinar às pessoas que demore tudo o que puder, embora sem exagerar os prazos de fechamento".

O seminário que acontece em Bogotá estuda as revistas e seu papel na América Latina, as revistas acadêmicas e as culturais, a direção editorial, o projeto gráfico e a diagramação, a administração e a gestão, o público, o leitor e o entorno digital.

A reunião foi organizada pela Corporação Cultural Babilônia e a Rede Nacional de Estudantes de Literatura e Afins (Rednel). EFE gta/ma

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